Alunos suspeitos de estupros coletivos são afastados de escola do Cabo de Santo Agostinho
Casos ocorreram dentro de sala de aula contra duas alunas de 14 anos. Prefeitura abriu apuração interna e intensificou suporte psicológico às vítimas e mães
Publicado: 11/08/2026 às 18:50
Adolescentes de 14 anos teriam sido violentadas dentro da escola (Cortesia)
A Secretaria Municipal de Educação do Cabo de Santo Agostinho afastou os alunos suspeitos de envolvimento em episódios de estupro coletivo praticados contra duas adolescentes de 14 anos dentro de uma escola da rede municipal.
A decisão atendeu a solicitações das famílias das vítimas, que também foram transferidas de unidade para assegurar a integridade emocional e a continuidade dos estudos.
De acordo com relatos prestados à Polícia Civil, os atos teriam ocorrido no interior de uma sala de aula no horário do intervalo, com ocorrências registradas nos dias 4 de julho e 3 de agosto. Em depoimento à investigação, uma das alunas contou ter entrado no recinto para lanchar quando foi surpreendida por colegas, que apagaram a luz, agrediram a jovem e cometeram o crime.
A revelação do caso encorajou a segunda estudante a denunciar ter sido vítima do mesmo grupo. Por envolver adolescentes, os nomes dos envolvidos e o da instituição permanecem em sigilo, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente.
As duas jovens receberam escuta psicológica inicial realizada por equipes do Projeto Florescer, ligado à Secretaria Municipal de Educação, em conjunto com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social.
Atualmente, as adolescentes e suas mães cumprem acompanhamento terapêutico no Espaço Acolher, equipamento da Secretaria da Mulher especializado no suporte a vítimas de violência.
A administração municipal também instaurou um procedimento administrativo interno para investigar os fatos.
A prefeitura disse que as ações preventivas do Projeto Florescer foram intensificadas na escola atingida, envolvendo psicólogos e rodas de conversa sobre saúde mental, conflitos e violência. O inquérito conduzido pela Polícia Civil segue em andamento para determinar a responsabilização dos suspeitos.