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Três suspeitos de integrar a Gangue do Rolex são presos na Região Metropolitana do Recife

Os detalhes da operação foram repassados nesta quarta-feira (8), na sede operacional da Polícia Civil. O grupo é investigado por uma série de roubos de relógios de luxo em bairros nobres do Recife

Cadu Silva

Publicado: 08/07/2026 às 14:42

Delegado Diogo Farjado, adjunto da Delegacia de Polícia de Roubos e Furtos (DPRF); delegado Ivaldo Pereira, gestor da Diresp; e o delegado João Paulo de Andrade, titular da DPRF/Foto: Ascom/PCPE

Delegado Diogo Farjado, adjunto da Delegacia de Polícia de Roubos e Furtos (DPRF); delegado Ivaldo Pereira, gestor da Diresp; e o delegado João Paulo de Andrade, titular da DPRF (Foto: Ascom/PCPE)

Três homens suspeitos de integrar a chamada "Gangue do Rolex" foram presos nesta terça-feira (7), durante a Operação Pulso Firme, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco em Jaboatão dos Guararapes e Abreu e Lima.

O grupo, segundo a Polícia Civil, é investigado por uma série de roubos de relógios de luxo em bairros nobres do Recife e também é apontado como responsável por uma tentativa de latrocínio registrada na Avenida 17 de Agosto, no bairro de Casa Forte.

Os detalhes da operação foram apresentados na manhã desta quarta-feira (8), durante entrevista coletiva concedida pelo delegado João Paulo de Andrade, titular da Delegacia de Roubos e Furtos.

Os presos foram identificados como Robson da Silva Rosa, Anderson Silvestre da Silva, de 31 anos, e Alex de Souza França, de 32 anos. Anderson é natural de São Paulo e, segundo a investigação, veio ao Recife para praticar os roubos. Ele já estava preso preventivamente por outro assalto envolvendo um relógio de luxo.

Na residência de Alex também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. De acordo com a investigação, ele era responsável por prestar apoio logístico ao grupo.

Segundo o delegado João Paulo de Andrade, a investigação teve início em janeiro deste ano, após um roubo praticado na Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem. A partir da análise de imagens de câmeras de segurança e do monitoramento das motocicletas utilizadas pelos criminosos, a polícia conseguiu identificar integrantes da associação criminosa.

"As investigações tiveram início no mês de janeiro, quando recebemos o registro de ocorrência de um roubo majorado mediante emprego de arma de fogo na Avenida Domingos Ferreira. A partir daí, conseguimos identificar uma das motocicletas utilizadas, que era roubada e estava adulterada, e passamos a monitorar esse grupo", explicou o delegado.

Segundo o titular da Delegacia de Roubos e Furtos, apenas dois dias após o primeiro crime investigado, a equipe conseguiu impedir uma nova ação da quadrilha.

"No dia 19 de janeiro, essa mesma motocicleta seria empregada em um novo assalto. Antes disso, conseguimos abordar o líder da associação criminosa na Avenida Domingos Ferreira. Anderson foi preso com uma motocicleta adulterada que seria utilizada em outro roubo", afirmou.

Na mesma ação, outro integrante foi detido armado em um posto de combustíveis localizado na mesma avenida.

As investigações apontaram que o grupo atuava de forma organizada. O líder percorria bairros de maior poder aquisitivo observando veículos de luxo até identificar pessoas que utilizavam relógios de alto valor. Depois de escolher a vítima, acionava outro integrante, responsável pela abordagem armada.

"Eles tinham um modo de atuação profissionalizado. O líder exercia a coordenação, escolhia as vítimas em tempo real e acionava um segundo integrante para realizar a abordagem armada", disse João Paulo de Andrade.

As motocicletas utilizadas nos assaltos eram roubadas e circulavam com placas adulteradas. Após os crimes, eram levadas para imóveis usados como bases de apoio, onde novas placas eram instaladas para dificultar a identificação.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou imóveis utilizados pela quadrilha em Jaboatão dos Guararapes e no bairro de Caixa d'Água, em Olinda.

Um dos imóveis funcionava como base de apoio para guardar motocicletas roubadas, armas e servir de ponto de encontro para o planejamento dos assaltos. Foi nesse endereço, localizado em Jaboatão dos Guararapes, que os policiais cumpriram o mandado de busca e apreensão na terça-feira (7).

Além das prisões, a operação resultou na apreensão de duas armas de fogo, capacetes, roupas utilizadas durante os crimes e outros objetos que reforçam os indícios contra os investigados. A polícia também apreendeu a camisa usada pelo suspeito apontado como autor da tentativa de latrocínio na Avenida 17 de Agosto. O material foi encaminhado para perícia genética.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos escolhiam, preferencialmente, vítimas que dirigiam carros de luxo, por acreditarem que elas estariam usando relógios de alto padrão. Os relógios roubados eram avaliados entre R$ 60 mil e R$ 110 mil.

O delegado destacou que a prisão do líder da quadrilha, ainda em janeiro, teve impacto direto na redução desse tipo de crime.

"Desde janeiro, quando o líder foi preso, não há notícia nem registro de crimes praticados por essa organização com esse mesmo modus operandi."

O objetivo da investigação agora é identificar os receptadores dos relógios roubados e localizar o suspeito apontado como executor da tentativa de latrocínio em Casa Forte, que já foi identificado pela Polícia Civil, mas permanece foragido.

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