Segurança é morto a tiros por policial civil em festa em Gravatá, no Agreste
Crime ocorreu a cerca de 300 metros do palco principal do evento na Rua Lourenço Correia de Melo, em Gravatá, no Agreste de Pernambuco; Homem apontado como autor dos disparos se apresentou à polícia e alegou tentativa de assalto
Publicado: 24/06/2026 às 18:30
Segurança é morto a tiros após festa em Gravatá, no Agreste de Pernambuco (Foto:Reprodução/câmeras de segurança)
O segurança privado Guilherme Cristian Nunes Magalhães, de 23 anos, foi morto a tiros na madrugada da última segunda-feira (22) após o encerramento de um evento de São João em Gravatá, no Agreste de Pernambuco. O crime aconteceu na Rua Lourenço Correia de Melo, no centro da cidade, a cerca de 300 metros do palco principal da festa.
De acordo com o registro da Polícia Civil, a vítima foi encontrada já sem vida em via pública, após ser atingida por disparos de arma de fogo. O autor dos disparos foi identificado como o policial civil Jackson Marcio Azevedo da Silva. Um vídeo mostra a vítima correndo e o policial efetuando vários tiros.
Jackson se apresentou espontaneamente à polícia e prestou depoimento. Ele alega ter reagido a uma tentativa de assalto. A versão é contestada pelos familiares da vítima.
De acordo com os relatos de familiares, o episódio teria começado ainda durante a festa, após um desentendimento envolvendo a ex-companheira do policial. Segundo essa versão, a mulher teria iniciado uma interação com a vítima, o que teria provocado uma discussão que se estendeu até o término do evento. "Ele era um menino de família, estava trabalhando normalmente e não tinha envolvimento com nada disso”, diz um parente de Guilherme que não quis se identificar.
Um áudio compartilhado pelos familiares, atribuído a um colega da vítima que estaria no local no momento do ocorrido, diz que a confusão ocorreu após Guilherme ser beijado por uma mulher.
"Ele foi morto porque dentro do evento recebeu o beijo de uma mulher. O boy dela era policial e foi atrás dele quando a festa acabou. Matou o cara na frente do evento", afirma o homem no áudio.
Segundo familiares, o corpo de Guilherme permaneceu no local por várias horas, entre aproximadamente 2h e 7h da manhã, até a conclusão dos procedimentos de remoção e perícia. Parentes afirmam que o jovem era trabalhador, atuava em uma empresa de segurança privada e havia retornado recentemente à função.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com diferentes versões apresentadas: a de tentativa de assalto, apresentada pelo suspeito; a contestação da família, que aponta uma discussão prévia no evento; e relatos de testemunhas que estiveram no local.
O inquérito segue em andamento para esclarecer a motivação e a dinâmica do homicídio. A Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SD) instaurou uma Investigação Preliminar.