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AGRESSÃO

Mulher morde professoras ao alegar que filho autista foi agredido em creche em Camaragibe

Caso aconteceu no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Judith Maria Brasil da Rocha no dia 22 de maio e deixou duas professoras feridas

Adelmo Lucena

Publicado: 28/05/2026 às 16:19

Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Judith Maria Brasil da Rocha/Foto: Reprodução/Google Street View

Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Judith Maria Brasil da Rocha (Foto: Reprodução/Google Street View)

Uma mãe de um aluno autista invadiu uma creche municipal de Camaragibe, no Grande Recife, e agrediu duas professoras após suspeitar que o filho estivesse sendo vítima de violência dentro da unidade. O caso aconteceu no dia 22 de maio, no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Judith Maria Brasil da Rocha, no bairro da Tabatinga, e é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco como lesão corporal e desacato.

Segundo boletim de ocorrência, a mulher deu um tapa no rosto de uma professora e mordeu o braço de outra, causando hematomas. A Guarda Municipal foi acionada para conter a situação.

De acordo com os relatos das educadoras, a confusão começou depois que o aluno chegou agitado à creche, saiu da sala e precisou ser contido por uma professora após correr pelos corredores e tentar entrar em outras turmas.

Ainda conforme o boletim, a escola tentou contato com a mãe da criança, mas não conseguiu retorno. A cena foi presenciada por uma responsável de outro aluno, que interpretou a contenção como agressão e avisou a mulher.

Ao chegar à unidade, a mãe iniciou uma discussão com funcionárias e acusou a equipe de agredir o filho. Segundo as vítimas, ela “passou a mão” no rosto de uma professora durante o tumulto.

Os portões da creche foram fechados até a chegada da Guarda Municipal. Nesse momento, conforme o registro policial, a mulher mordeu o braço de outra professora, deixando hematomas.

As profissionais relataram ainda que já vinham tentando conversar com a responsável sobre a necessidade de acompanhamento especializado para o aluno, que apresentaria episódios frequentes de desorganização comportamental e agressividade em sala.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado pela 37ª Delegacia de Camaragibe e segue sob investigação. A Prefeitura de Camaragibe não havia se pronunciado até a última atualização.

Já a Prefeitura de Camaragibe informou que a Secretaria de Educação iniciou imediatamente a apuração interna após tomar conhecimento do caso ocorrido no CMEI Judith Maria Brasil da Rocha, em Tabatinga, no dia 22 de maio. Segundo a gestão, a Guarda Civil Municipal foi acionada para dar suporte e garantir a segurança no local, e as servidoras envolvidas foram levadas à delegacia, onde a ocorrência foi registrada como lesão corporal e desacato. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

A prefeitura afirmou ainda que a unidade atende 1.245 crianças com necessidades educacionais especiais e que segue as normas de acessibilidade e inclusão previstas em lei, com suporte técnico e adequações pedagógicas. Também destacou que não há registros anteriores de situações semelhantes na escola.

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