Recife ganha novo megamural de homenagem ao Maracatu
O novo megamural do Recife entitulado "Meu Maracatu Pesa uma Tonelada", é uma obra da artista pernambucana Ranne Skull, referência nacional no graffiti. A obra está instalada na empena do Edifício Sion, na Avenida Conde da Boa Vista, no centro da capital
Publicado: 28/04/2026 às 13:07
Megamural celebra o Maracatu (Foto: Rafael Vieira/DP)
Quem transita pela Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, já pode perceber uma novidade na paisagem urbanda local. O horizonte ganhou cores, formas e significados com o novo megamural “Meu Maracatu Pesa uma Tonelada”, uma obra da artista pernambucana Ranne Skull, referência nacional no graffiti.
A arte, instalada na empena do Edifício Sion, presta tributo à Mestra Joana (Iyakekerê Mãe Joana da Oxum), do Maracatu Encanto do Pina e idealizadora do Movimento Baque Mulher, primeira mulher a se tornar mestra de uma nação de maracatu.
Com 304,20 m², o mural se destaca pela escala e pela inovação tecnológica: Ranne Skull é a primeira artista do Nordeste a utilizar óculos de realidade virtual para pintar uma empena. Além disso, a obra conta com projeções para óculos 3D, para ampliar a experiência do público, segundo a Prefeitura do Recife.
Inspiração
Inspirado no refrão da música homônima, o mural estabelece um paralelo entre a força da cultura popular e a emancipação do povo negro, destaca a gestão.
A imagem monumental retrata uma mulher negra acompanhada de alfaias e correntes sendo quebradas, símbolos da luta contra o racismo e da conquista de espaço na cultura popular.
Megamurais do Recife
O mural de Ranne Skull se soma a outras intervenções no coração do Recife. Entre os megamurais que já fazem parte da paisagem recifense estão: “Nossa Rainha já se Coroou”, de Nathê Ferreira e Fany Lima, que celebra o maracatu nação e o protagonismo de mulheres negras, “Recife Meu Amor”, assinado por Marquinhos ATG, dedicado às manifestações cult-rais pernambucanas.
Outros murais que também compõem o circuito artísticos: “O Som Nasce na Semente”, de Yony Seres e Priscila Avelin, que aborda a relação entre música e natureza, “Nanã de Naná”, de Manoel Quitério, que presta tributo ao legado do percussionista Naná Vasconcelos.