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Apac renova alerta de chuvas e explica intensidade no Recife e Região Metropolitana

Intensidade das chuvas se devem a fenômeno chamado Zona de Convergência Intertropical. Cinco cidades registraram mais de 100 mm nas últimas 24 horas, diz Apac

Adelmo Lucena

Publicado: 01/04/2026 às 18:08

Recife, PE, 28/07/2025 - CHUVAS NO RECIFE - Imagens das chuvas no Recife, alagamentos e pessoas andando na chuva e na agua./Foto: Rafael Vieira/DP FOTO

Recife, PE, 28/07/2025 - CHUVAS NO RECIFE - Imagens das chuvas no Recife, alagamentos e pessoas andando na chuva e na agua. (Foto: Rafael Vieira/DP FOTO)

As chuvas devem continuar na Região Metropolitana do Recife com intensidade moderada a forte até a madrugada de quinta-feira (2), segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). O órgão mantém aviso meteorológico de nível laranja, indicando estado de atenção para acumulados elevados, com possibilidade de trovoadas e relâmpagos.

Desde a noite de terça-feira (31), o volume de chuva já provocou uma série de transtornos no Recife e em municípios da RMR, como deslizamentos de barreiras, quedas de árvores e alagamentos em diferentes pontos.

De acordo com a meteorologista Zilurdes Costa, o volume registrado nas últimas 24 horas já é considerado alto.

“Estava prevista chuva com intensidade até moderada no litoral. Já no Agreste e no Sertão, a previsão era de chuva moderada, pontualmente forte. Mas, durante o monitoramento, esse sistema foi se intensificando e, ainda durante a noite, foi enviado um aviso de observação para o litoral. Já no início da manhã, com a intensificação maior do sistema, o nível de observação foi elevado para o nível de atenção, que é o aviso vigente agora”, explicou.

Segundo a Apac, as chuvas foram potencializadas pela Zona de Convergência Intertropical, fenômeno típico desta época do ano e responsável pela formação de nuvens carregadas. Com a chegada de abril, tem início o período chuvoso no litoral, Zona da Mata e Agreste, o que aumenta a frequência de eventos mais intensos.

A Zona de Convergência Intertropical é uma faixa de nuvens e chuvas que se forma próxima à linha do Equador, onde os ventos alísios dos hemisférios Norte e Sul se encontram.

Os ventos sopram em direções opostas e, ao se encontrarem, forçam o ar quente e úmido a subir. Esse movimento de subida favorece a formação de nuvens carregadas, o que resulta em chuvas frequentes e, muitas vezes, intensas.

Apesar da previsão climática indicar chuvas dentro da média ou até abaixo do esperado para o trimestre de abril a junho, a meteorologista ressalta que episódios intensos continuam sendo comuns. “Mesmo com tendência abaixo da média, sempre se esperam eventos de chuva forte, porque isso é característico do período chuvoso”, destacou.

Municípios onde mais choveu

Entre os municípios com maiores acumulados nas últimas 24 horas estão Ilha de Itamaracá (163 mm), Cabo de Santo Agostinho (160,92 mm), Paulista (155 mm), Itapissuma (130 mm), Igarassu (130 mm) e Ipojuca (130 mm).

No Cabo de Santo Agostinho foram registrados sete deslizamentos de barreira, em bairros como Charneca, Mauriti e São Francisco. Não houve registro de vítimas.

A Apac informou que o monitoramento é realizado 24 horas por dia, com atualizações frequentes. Em situações como a desta semana, em que os modelos não preveem volumes tão elevados, o acompanhamento em tempo real é essencial para emissão de alertas.

Diante do cenário, a orientação é que a população acompanhe os avisos oficiais e siga as recomendações da Defesa Civil, especialmente moradores de áreas de risco. “A Defesa Civil conhece a vulnerabilidade de cada município e é o órgão mais adequado para orientar a população”, afirmou a meteorologista.

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