Caso Renata Alves: Julgamento de suspeito de matar administradora no Recife entra no segundo dia com debates finais
Acusação e defesa apresentam teses aos jurados nesta quinta (26)
Publicado: 26/02/2026 às 11:44
Renata Alves foi morta com um tiro na testa em um contexto de violência doméstica (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O júri popular de João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, suspeito do assassinato da administradora Renata Alves Costa, morta aos 35 anos em agosto de 2022, continua nesta quinta (26). O julgamento foi iniciado na quarta-feira (25) no Fórum Rodolfo Aureliano, no Recife, com o depoimento de testemunhas.
Agora, promotores e advogados de defesa apresentam suas teses finais aos jurados, confrontando as provas colhidas durante o processo de instrução e os depoimentos ouvidos no primeiro dia de sessão.
João Raimundo é julgado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Além disso, responde por violência sexual, lesão corporal em contexto de violência doméstica, cárcere privado e porte ilegal de armas de fogo.
O que aconteceu
O crime ocorreu no dia 6 de agosto de 2022, dentro do apartamento onde Renata morava, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte da capital pernambucana. Segundo as investigações, ela foi morta com um tiro na testa em um contexto de violência doméstica.
O principal suspeito, o então namorado da vítima, João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, foi preso três dias após o crime, no aeroporto de Natal (RN). Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco por feminicídio, sequestro e cárcere privado.
De acordo com a investigação, o acusado já possuía antecedentes por agressão contra a ex-esposa e cumpria prisão domiciliar à época do crime. No dia do assassinato, ele teria rompido a tornozeleira eletrônica. A apuração policial também apontou que o caso estaria relacionado a um histórico de violência física e psicológica contra a vítima.
Instituto acompanha julgamento
O julgamento é acompanhado por representantes do Instituto Banco Vermelho, familiares e amigos da vítima.
Fundada em 2023, a organização atua em ações de prevenção e conscientização sobre a violência de gênero. Segundo a entidade, suas atividades incluem campanhas educativas, iniciativas de mobilização social e parcerias com instituições públicas e privadas voltadas ao enfrentamento do feminicídio.