Polícia conclui inquérito sobre assassinato de Renata Alves; ex-namorado já está preso
Publicado: 25/08/2022 às 09:04
A vítima morava sozinha no local. De acordo com investigações o namorado dela foi o principal suspeito do crime desde o inicio das investigações. (Foto: Reprodução/WhatsApp)
A Polícia Civil apresentou, nesta quinta-feira (25), o inquérito final que investigava o feminicídio de Renata Alves Costa, de 35 anos, no último dia 7. Ela foi morta, com um tiro na cabeça, em seu próprio apartamento, pelo ex-namorado, João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, de 50 anos. O crime aconteceu em um condomínio no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife. Araújo foi indiciado pelos crimes de feminicídio (homicídio qualificado pela vítima ser uma mulher), posse ilegal de arma, constrangimento ilegal e violência psicológica.
Logo após o crime, o agora indiciado foi considerado imediatamente um foragido, já que usava tornozeleira eletrônica por tentativa de assassinato anterior, envolvendo a ex-mulher, em confusão em um hotel de Boa Viagem, em 2019 (ele passou quase um ano foragido por esse crime). O suspeito do homicídio a havia rompido e danificado o aparelho penal pouco tempo antes. João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, foi preso, com apoio da Polícia Federal, no aeroporto internacional de Natal, no Rio Grande do Norte, tentando fugir. Ele está preso desde então, no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, onde aguarda os rumos das decisões judiciais.
A polícia contou que o casal estava junto desde março deste ano, e moravam juntos Em entrevistas a canais de TV, parentes e amigos de renata já haviam apontado que houve uma nítida mudança de comportamento da vítima, assim que conheceu e passou a ver com Araújo. O que foi confirmado pelo delegado Roberto Lobo, titular da 2ª Delegacia de Homicídios do DHPP, responsável pelo caso. “Havia violência psicológica, com chantagens. Ele desmarcava encontros em cima da hora, ameaçava terminar o relacionamento para mantê-la presa naquela situação”, explicou. O delegado disse que, recentemente, as coisas pioraram, com relatos de agressão, física e verbal.
O delegado disse, ainda, que João Raimundo Vieira da Silva de Araújo escondeu de Renata que deveria estar com uma tornozeleira eletrônica, pela agressão à ex-esposa e tentativa de homicídio a dois funcionários de um hotel na Zona Sul. E ele teria dito a ela que era médico (era, na verdade, psicólogo, mas não exercia a profissão). Lobo também disse que o acusado andava armado, inclusive dentro de casa. Além da arma do crime, os policiais aprenderam, no local, cerca de 200 munições. A defesa de João Raimundo Vieira da Silva de Araújo alega que o tiro que matou renata foi acidental, mas os laudos periciais desmentem o fato.