Despejo de esgoto e lixo são principais fatores na mortandade de peixes no rio Capibaribe, aponta CPRH após vistoria
Vistoria técnica foi realizada no rio Capibaribe na manhã deste sábado (7), após registros de mortandade de peixes
Publicado: 07/02/2026 às 12:19
Peixes mortos no Rio Capibaribe (Foto: Crysli Viana/DP Foto)
A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) afirmou que o despejo de esgoto doméstico sem tratamento, além dos resíduos lançados no corpo hídrico, são os principais fatores associados à mortandade de peixes registrada no rio Capibaribe nessa sexta-feira (6).
Uma vistoria técnica foi realizada no local na manhã deste sábado (7). De acordo com a CPRH, o despejo de esgoto e lixo no rio aumenta a carga orgânica e, consequentemente, reduz os níveis de oxigênio dissolvido na água, condição que inviabiliza a sobrevivência da fauna aquática.
"O aporte excessivo de esgoto no rio intensifica a atividade de microrganismos presentes no rio, que são responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, processo que consome grande quantidade de oxigênio e pode provocar a asfixia dos peixes. Esse quadro tende a ser potencializado em períodos chuvosos, quando as precipitações promovem o carreamento de esgoto e outros poluentes pelas galerias pluviais e canais de drenagem, aumentando a carga poluidora lançada no rio", explicou o diretor de fiscalização da CPRH, Maviael Torchia.
Além do esgoto doméstico, o diretor citou a quantidade de resíduos sólidos (lixo) lançados no rio, que interfere diretamente na qualidade da água.
O despejo de esgoto em corpos hídricos, assim como o descarte de resíduos sólidos, são infrações ambientais, com impactos diretos sobre o meio ambiente e à saúde pública.