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Agremiações pernambucanas denunciam venda de camisas falsificadas do carnaval

Eu Acho é Pouco e Pitombeira dos Quatro Cantos notificaram, de forma extrajudicial, as plataformas de comercialização para a irregularidade

Pupi Rosenthal

Publicado: 03/02/2026 às 16:43

A camisa da Pitombeira se tornou um grande sucesso de vendas após vestir Wagner Moura no filme O Agente Secreto/Divulgação

A camisa da Pitombeira se tornou um grande sucesso de vendas após vestir Wagner Moura no filme O Agente Secreto (Divulgação)

Representantes dos blocos Eu Acho é Pouco e Pitombeira dos Quatro Cantos decidiram, juntos, encaminhar notificações extrajudiciais às plataformas de vendas na internet após verificarem, nos últimos dias, a comercialização de camisas falsificadas das duas agremiações.

De acordo com os departamentos jurídicos de ambos, a prática da falsificação de camisas compromete diretamente a sustentabilidade financeira das agremiações, que dependem da venda oficial para custear orquestras, alegorias, bonecos gigantes e toda a estrutura necessária para colocar o carnaval na rua.

Nas notificações às plataformas, foi solicitada a remoção imediata dos produtos irregulares.

O Eu Acho é Pouco, que possui marca devidamente registrada, mantém ainda um monitoramento diário dos ambientes digitais de venda, como forma de enfrentamento contínuo à pirataria.

“Sob o aspecto jurídico, a conduta em questão caracteriza, de forma concomitante, o uso indevido de marca e a prática de pirataria. Os responsáveis já foram formalmente notificados, encontrando-se em curso a adoção das medidas judiciais cabíveis”, esclarecem Adriano Araújo e Clayton Soares, advogados e consultores jurídicos do bloco Eu Acho é Pouco, titular da marca regularmente registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com proteção assegurada em múltiplas classes.

 

Para o diretor de comunicação da Pitombeira, Matheus Barros, ver as camisas falsificadas é uma frustração imensa. “Um trabalho de anos e anos, essencial para a sobrevivência da troça, sendo utilizado por aproveitadores que, por muitas vezes, nem entendem o simbolismo por trás da cultura carnavalesca. Não entendem que, nesse momento, cada centavo importa para que agremiações como Pitombeira, Eu Acho É Pouco, Cariri, O Homem da Meia Noite e tantas outras consigam oferecer sempre a melhor festa para o folião,” afirma Barros.

Para os dois blocos, a falsificação vai muito além de um problema comercial ou de violação de propriedade intelectual.

“Trata-se de um ataque direto à memória, à identidade cultural e à história de agremiações tradicionais do carnaval pernambucano. A venda de produtos falsificados com uso de marca não representa apenas uma infração comercial, mas a apropriação indevida de uma história coletiva”, afirmam as agremiações em nota divulgada nesta terça-feira (3).

“Diante desse cenário, os blocos Eu Acho é Pouco e Pitombeira dos Quatro Cantos reforçam que a aquisição de camisas oficiais deve ser feita exclusivamente por meio dos canais e pontos de venda autorizados. Produto falsificado prejudica os blocos, enfraquece a cultura e viola a lei”, conclui a nota.

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