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TUBARÃO

Filho de pescador e apaixonado pelo mar: quem era o menino mordido por tubarão em Olinda

O jovem que morreu após ser mordido na perna por um tubarão morava com a mãe e a vó e costumava ir sempre a praia com amigos

Adelmo Lucena e Marília Parente

Publicado: 29/01/2026 às 19:20

Ataque de tubarão aconteceu na Praia Del Chifre/Marília Parente/DP

Ataque de tubarão aconteceu na Praia Del Chifre (Marília Parente/DP)

O incidente envolvendo um tubarão na Praia Del Chifre, em Olinda, que vitimou um adolescente de 13 anos nesta quinta-feira (29), aconteceu no momento em que o jovem brincava com outros três amigos. A vítima tinha paixão pelo mar e era filho de um pescador.

Um dos amigos disse que o garoto se afastou do grupo por alguns metros e pouco depois começou a pedir socorro. Os meninos, ainda dentro d’água, não entenderam de imediato o que estava acontecendo. A situação só ficou clara quando perceberam o sangue se espalhando e o pedido de ajuda se intensificou.

Os próprios colegas conseguiram retirar o menino do mar. Ele foi levado até uma pedra próxima à faixa de areia, onde ficaram marcas de sangue. Em seguida, o grupo seguiu até uma avenida nas proximidades. Um pastor da comunidade que passava pelo local parou para ajudar e colocou o menino em um carro, levando-o para atendimento médico.

Pessoas que presenciaram a cena relataram momentos de tensão e algumas passaram mal diante da situação. De acordo com o Samu, um acionamento foi registrado às 14h21, mas o menino foi levado para o hospital antes mesmo da chegada da viatura.

O jovem chegou ao Hospital do Tricentenário em parada cardiorrespiratória. Segundo informações médicas, ele apresentava uma lesão extensa na perna direita, em uma região por onde passam artérias importantes, o que provocou uma grande perda de sangue. Por isso ele não resistiu.

Enquanto o socorro era prestado, a informação sobre o ocorrido se espalhava entre moradores da comunidade onde o menino morava. A família se reuniu sem saber, naquele momento, se o menino havia sobrevivido. Os parentes demonstravam preocupação em como dar a notícia à avó, que havia passado recentemente por uma cirurgia no coração. A mãe voltou para casa abalada, acompanhada por familiares já com a informação da perda do filho.

A vítima morava com a mãe e a avó e perdeu o pai ainda criança. A relação com o mar fazia parte da rotina do menino, tanto pelo local onde vivia quanto pela história da própria família. Ir à praia era um hábito frequente, compartilhado com amigos da comunidade.

Aluno de uma escola estadual, ele também conciliava a vida escolar com o convívio diário no bairro. Costumava brincar de futebol de mesa com os amigos após as aulas. A morte mobilizou moradores da região, que, com o passar das horas, perderam as esperanças de receber o jovem com vida na comunidade.

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