Vingança motivou série de homicídios contra pessoas em situação de rua, diz suspeito
Suspeitos se aproximava das vítimas, todas em situação de rua e fingia amizade antes de matá-las
Publicado: 23/01/2026 às 16:31
As vítimas seriam homens em situação de rua e usuários de drogas. (Reprodução)
Preso desde quarta-feira (21), Erike Macedo Pereira da Silva, de 29 anos, confessou à Polícia Civil participação em dois homicídios consumados e uma tentativa de homicídio contra pessoas em situação de rua no Grande Recife.
De acordo com Erike, todas as ações tiveram origem em conflitos pessoais anteriores, muitos deles relacionados ao período em que esteve no sistema prisional.
Segundo o interrogatório, o suspeito declarou que matou Nathanael Santana Ferreira após ter sido agredido por ele quando ambos estavam presos no Presídio de Igarassu. A vítima, segundo o relato, exerceria uma função de influência dentro da unidade prisional, o que teria facilitado as agressões sofridas pelo investigado. Ao deixar o sistema prisional, em outubro de 2025, Erike afirmou que passou a procurar Nathanael com o objetivo de se vingar. O crime ocorreu na madrugada do dia 7 de janeiro, em Jaboatão dos Guararapes.
Na mesma noite, ainda segundo a confissão, Erike assassinou Luiz Antônio da Silva Júnior, no Centro do Recife. Neste caso, ele alegou que a motivação também foi vingança, decorrente de uma desavença anterior, ocorrida fora do ambiente prisional. O suspeito afirmou que os conflitos teriam surgido após sua saída da prisão, há cerca de dois anos.
Já a tentativa de homicídio contra Marcelo Francisco da Silva, registrada no dia 19 de janeiro, no bairro da Boa Vista, no Recife, teria sido motivada por um episódio ocorrido cerca de um ano e meio antes. Conforme o depoimento, Marcelo teria tentado matar Erike utilizando uma barra de ferro, causando-lhe ferimentos. Desde então, o investigado afirmou ter alimentado o desejo de vingança, que culminou na emboscada narrada à polícia.
No interrogatório, Erike descreveu com detalhes a dinâmica da tentativa de homicídio, afirmando que se aproximou da vítima simulando a compra de drogas, para não ser reconhecido, antes de efetuar os disparos. Ele também declarou que todas as ações criminosas foram praticadas com a mesma pistola calibre .380, apreendida em sua residência no momento da prisão.
À polícia, o suspeito afirmou ainda que pretendia matar outros desafetos, igualmente por vingança, mostrando um padrão de retaliação pessoal como motivação central dos crimes investigados. As declarações são analisadas no inquérito policial.