Verão: próximos meses serão de temperaturas elevadas e pouca chuva, diz Apac
Agreste e Sertão do estado devem sentir a escassez de chuva com mais intensidade
Publicado: 20/01/2026 às 17:51
Verão em 2026 deve ter temperaturas acima da média (Foto: Adelmo Lucena/DP)
O verão em Pernambuco deve registrar temperaturas elevadas, acima da média, e pouca chuva. A previsão é referente ao primeiro trimestre de 2026 e foi divulgada pela presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Suzana Montenegro, nesta terça-feira (20).
De acordo com a Apac, o cenário esperado para os meses de janeiro, fevereiro e março indica um comportamento climático típico do verão, com calor mais intenso e volumes de chuva que devem variar entre a média histórica e valores ligeiramente abaixo do esperado para o período.
Em entrevista à Rádio SEI, Suzana Montenegro explicou que as condições não serão homogêneas em todo o estado e tendem a provocar impactos distintos entre as regiões.
“A previsão para o trimestre janeiro, fevereiro e março é de chuvas dentro da normalidade climatológica (dentro da média) e um pouco abaixo da média, e temperaturas elevadas, acima da média, que é o que nós esperamos para esta época do verão. Claro que a gente tem impactos diferentes ao longo do estado. Por exemplo, no Sertão, já estamos no período seco. Então, vai ser a região que tende a ter um maior impacto. Mas isso também deve impactar as outras regiões”, afirmou.
O Sertão deve sentir de forma mais intensa os efeitos do período seco, especialmente em áreas que já vêm enfrentando dificuldades relacionadas à escassez hídrica. Conforme a Apac, ao longo de 2025 foi observado um agravamento da seca em algumas regiões do estado, com destaque para o extremo oeste pernambucano.
“Ao longo de 2025, nós vimos o agravamento da seca, principalmente no extremo oeste do estado, mais especificamente no Sertão do São Francisco, que passou de uma seca fraca para uma seca extrema, e também na região do Agreste, principalmente o Agreste Central, que passou de uma seca moderada para extrema”, destaca Suzana.
Ainda segundo a presidente da Apac, a seca extrema não indica o nível mais elevado de criticidade. “Não temos nenhum município em situação de grande criticidade, embora, para nós pernambucanos, isso já seja uma situação crítica. Mas, em relação à indicação dos monitores, nós temos secas extremas que foram evoluindo ao longo de 2025”, pontua.
Apesar da previsão de chuvas dentro ou abaixo da média, a agência alerta que isso não significa ausência de precipitações mais intensas. O regime de chuvas em Pernambuco é marcado por grande variabilidade, o que pode resultar em episódios pontuais de volumes elevados, mesmo em períodos considerados mais secos.
“O estado de Pernambuco é caracterizado por um regime muito variável de precipitação. Então, mesmo que a previsão seja chuva na média ou abaixo da média, nós podemos ter pancadas de chuvas intensas, principalmente no Sertão. Quando falamos de chuva na média ou abaixo da média não significa que não tenhamos eventos de chuvas concentrados”, destacou Suzana Montenegro.