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FEMINICÍDIO

Justiça decreta prisão preventiva de homem que matou mulher e se apresentou à polícia em Vitória

Juiz destacou a gravidade do delito e o descumprimento de medida protetiva para converter o flagrante em prisão preventiva

Diario de Pernambuco

Publicado: 07/01/2026 às 15:37

Everton Cecilio Severino da Silva./Foto: Reprodução/Redes sociais

Everton Cecilio Severino da Silva. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O Plantão Judiciário do Tribunal e Justiça de Pernambuco (TJPE), na terça-feira (6), converteu em preventiva a prisão em flagrante de Everton Cecílio Severino da Silva, de 35 anos, assassino confesso da companheira Iris Cristina de Lima Silva, em Vitória de Santo Antão, Mata Sul de Pernambuco.

Para determinar a prisão preventiva, o juiz Luís Vital do Carmo Filho, em audiência de custódia, destacou a gravidade do delito, o histórico de perseguição e violência psicológica, o descumprimento de medida protetiva e da existência de outros registros criminais em desfavor de Everton.

"O episódio demonstrou escalada de violência doméstica, culminando no resultado extremo, a evidenciar que mecanismos menos graves já foram tentados (medidas protetivas) e não lograram êxito na contenção do comportamento agressivo do autuado", escreve o juiz.

O acusado foi encaminhado ao Presídio de Vitória de Santo Antão, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Everton matou a companheira com golpes de faca. Em seguida, ele procurou a delegacia da cidade e confessou o crime.

Segundo ele, houve uma discussão com quebra recíproca de aparelhos celulares motivada por ciúmes, após a mulher descobrir que ele havia engravidado outra pessoa.

"Já na residência, a vítima teria pegado uma faca e investido contra ele, momento em que, após luta corporal, o autuado levou uma arma branca e desferiu de quatro a cinco golpes no pescoço de IRIS, além de apertar o pescoço desta, admitindo, ao final, ter ceifado a sua vida", diz trecho da decisão com base na confissão.

Na audiência de custódia, ele voltou a narrar como o crime ocorreu. Na ocasião, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pediu a prisão preventiva do homem, enquanto a defesa requereu relaxamento da prisão ou concessão de liberdade provisória, sem pagamento de fiança, sob alegação de hipossuficiência econômica.

"Há registro pretérito de perseguição e violência psicológica contra IRIS CRISTINA, no âmbito da Lei Maria da Penha, com ciúmes excessivos, controle, insistência em manter contato, presença constante na residência da vítima e necessidade de medidas protetivas de urgência para resguardo de sua integridade emocional e física", assinala o juiz.

Histórico

Everton Cecílio Severino da Silva já havia sido condenado em 2024 por lesão corporal no âmbito da violência doméstica e familiar e ameaça contra a esposa anterior, que estava grávida de três meses. Assim como no caso da segunda-feira, o homem sufocou a mulher e confessou o crime.

A vítima narrou que eles começaram a discutir e, então, Everton a colocou contra a parede e a agrediu, pegando seu pescoço e machucando com uma tesoura.

"O acusado chegou a desferir um tapa em seu rosto", diz a denúncia. "O imputado saiu de casa e, quando retornou, estava ainda mais alterado, ocasião que discutiram novamente".

A mulher decidiu ir para a casa da mãe. O acusado chegou ao local, declarando que a mataria caso não abrisse a porta.

Em interrogatório, Everton confessou a prática, afirmando que estava na companhia de uns amigos, tendo consumido maconha e crack, "quando ficou muito alterado".

Ele admitiu ter apertado o pescoço da companheira, mas que não tinha intenção de matá-la, apenas fazer medo.

Em março de 2024, Everton foi condenado a quatro meses e 25 dias de detenção, mas a juíza avaliou que houve prescrição da pretensão punitiva.

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