Justiça decide soltar homem que furtou celular de porteiro em Boa Viagem
Furto do celular em um condomínio de Boa Viagem, no Recife, foi registrado por câmeras de segurança
Publicado: 31/08/2025 às 14:43

Homem é preso após furtar celular de porteiro em condomínio de Boa Viagem (Reprodução/redes sociais)
A Justiça de Pernambuco decidiu soltar José Carlos Alves Cruz Neto, de 21 anos, que havia sido preso em flagrante após furtar o celular de um porteiro em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, na sexta-feira (29). A liberdade provisória foi concedida em audiência de custódia no sábado (30).
A audiência foi realizada no Plantão Judiciário Criminal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Na ocasião, o juiz também decidiu expedir o alvará de soltura sem aplicar fiança ou outra medida cautelar contra o suspeito.
No Tribunal, o preso foi representado pela Defensoria Público e também alegou ter sofrido maus-tratos físicos ou psicológicos de tortura, atribuídos à Polícia Civil, durante a prisão. Ante o relato, o magistrado também requisitou novo exame de corpo de delito.
O furto do celular foi registrado por uma câmera de segurança do prédio, localizado na Rua Ernesto de Paula Santos, em Boa Viagem. O caso aconteceu por volta da 1h30.
O suspeito, que já usava tornozeleira eletrônica, escala o muro do condomínio, se aproxima da guarita e aguarda o porteiro se distrair. Quando a vítima se vira de costas, o homem entra na portaria, pega o celular que estava sobre a bancada e foge novamente pelo muro.
Em depoimento, a vítima afirma que “ainda tentou ir atrás do indivíduo”, mas, como não podia deixar o posto de trabalho, decidiu não persegui-lo. O porteiro registrou boletim de ocorrência depois.
Prisão
Localizado pela Polícia Civil, José Carlos mora em uma comunidade do bairro, confessou o furto e disse que venderia o aparelho para comprar drogas. As informações constam no interrogatório do preso.
Segundo o documento, ele devolveu o celular aos policiais assim que foi detido. “Disse ser viciado em drogas e fazer inúmeros furtos para sustentar seu vício”, registra o depoimento.
Ainda de acordo com o interrogatório, o investigado teria “inúmeras passagens pela polícia e neste momento usava tornozeleira eletrônica para ser monitorado”. “Sua mãe ficou muito decepcionada com o comportamento do interrogado e não quis acompanhá-lo à delegacia”, diz.

