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Política
ELEIÇÕES 2026

Presidentes da América Latina cumprimentam Lula pela reeleição

Os líderes não aguardaram nem mesmo o anúncio oficial do Tribunal Superior Eleitoral, tampouco uma mensagem de Flávio Bolsonaro reconhecendo a derrota;

Estadão Conteúdo

Publicado: 25/10/2026 às 22:59

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, durante cúpula do Mercosul/Eitan Abromovich/AFP

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, durante cúpula do Mercosul (Eitan Abromovich/AFP)

Líderes estrangeiros cumprimentaram, na noite deste domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição contra o senador e candidato de oposição Flávio Bolsonaro (PL).

Lula reverteu o cenário de derrota no primeiro turno, e conseguiu uma virada histórica no segundo turno, sendo eleito para o quarto mandato.

Os três primeiros líderes da região a parabenizar Lula pela vitória foram os presidentes de direita do Paraguai, Santiago Peña, da Bolívia, Rodrigo Paz, e do Panamá, José Raúl Mulino.

Eles não aguardaram nem mesmo o anúncio oficial do Tribunal Superior Eleitoral, tampouco uma mensagem de Flávio Bolsonaro reconhecendo a derrota.

Mulino, Paz e Peña fizeram publicações no X. Os três cultivam boas relações pessoais com Lula e mantiveram reuniões com ele no Brasil e fora dele.

"Parabéns Lula pela sua eleição como presidente do Brasil. Saúdo o povo brasileiro por esta grande jornada democrática. O Paraguai e o Brasil compartilham uma agenda comum de integração e desenvolvimento. Continuaremos trabalhando juntos pelo bem-estar do nosso povo", disse Peña.

Os três possuem boas relações pessoais com Lula e estavam na conta do Palácio do Planalto dentro daqueles que reconheceriam, imediatamente, uma vitória do petista, sem embarcar em questionamentos de Flávio Bolsonaro. Também não se envolveram na campanha eleitoral, nem tomaram lado.

"Parabenizo o presidente Lula por sua vitória. Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Continuaremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações", escreveu Paz, que derrotou nas urnas o Movimento ao Socialismo, partido por décadas aliado ao PT.

Além dos três líderes de direita, Lula também recebeu cumprimentos do ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, que, em mensagem, chamou Lula de "irmão"e classificou a vitória como "histórica" e afirmou que ela "garante a continuidade do caminho de paz, soberania e justiça social".

O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, de esquerda, também informou que conversou com Lula após o resultado. "Acabo de conversar com o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, um amigo. Eu o parabenizei pela vitória e pela festa democrática que representa um processo eleitoral", afirmou.

Outra líder latino-americana de esquerda, Claudia Sheinbaum, também se manifestou e destacou a vitória como expressão da vontade popular. "Viva a democracia, o povo brasileiro venceu. Parabéns, presidente Lula!", escreveu. Já o presidente do Panamá, José Raúl Mulino parabenizou o Brasil pelo processo eleitoral e Lula pela vitória, enfatizando a continuidade da cooperação.

O Estadão apurou que outros governos estrangeiros aguardam o anúncio oficial de vitória de Lula da Silva e a admissão de Flávio Bolsonaro.

A indicação de fontes diplomáticas é que não deve haver recados públicos tão rápidos por parte de chefes de Estado e de governo, como Donald Trump, dos Estados Unidos.

Os dois gestos são considerados condições, segundo diplomatas, para que líderes estrangeiros comecem a se manifestar e parabenizar Lula pela reeleição.

Um dos que aguarda ao menos uma dessas oficializações é o presidente da França, Emmanuel Macron, aliado político de Lula e rival dos Bolsonaro. Ele deve ser um dos primeiros europeus a comentar a eleição no Brasil.

A União Europeia e a União Afriana, entre outros organismos multilaterais, deve se manifestar apenas a partir desta segunda-feira, dia 26. Mesmo caminho de líderes de esquerda da Europa, como o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.

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