° / °
Política
Votação

TSE: com placar de 3 a 2, Floriano Marques diverge de Mendonça em voto sobre Nossa Senhora

O voto do ministro Floriano Marques foi registrado no sistema do TSE como "divirjo do relator", mas ainda não é possível saber a extensão da divergência

Estadão Conteúdo

Publicado: 30/09/2026 às 20:30

Floriano de Azevedo Marques Neto é ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)/Antonio Augusto/Secom/TSE

Floriano de Azevedo Marques Neto é ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (Antonio Augusto/Secom/TSE)

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divergiu da decisão do ministro André Mendonça que determinou a derrubada de postagens que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A sessão virtual do TSE começou na manhã desta quarta-feira (30) e vai até as 23h59 de hoje. Até o momento, o placar está em 3 a 2 pela manutenção da decisão.

O voto do ministro foi registrado no sistema do TSE como "divirjo do relator", mas ainda não é possível saber a extensão da divergência.

Ao rebater acusações de cerceamento religioso em seu voto, Mendonça disse que "a fé e Nossa Senhora Aparecida não estavam em julgamento", mas sim a circulação de uma notícia falsa em meio ao período eleitoral.

Já o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva divergiu parcialmente do relator. Para ele, devem ser removidas apenas as postagens que afirmam que Flávio é autor ou apoiou projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O magistrado também avaliou que não devem ser considerados "fake news" os demais conteúdos, mesmo que mencionem a possibilidade de que o candidato do PL venha a apoiar medidas dessa natureza no futuro.

Após a ordem de Mendonça, proferida na última sexta-feira, 25, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet e liberou as postagens que associam Flávio ao boato. Depois, o ministro do STF Luiz Fux derrubou a decisão de Dino, restabelecendo os efeitos da liminar de Mendonça.

Com a divergência entre os ministros, o presidente da Corte, Edson Fachin, cogitou pautar o caso no plenário presencial do Tribunal. Entretanto, ele foi desaconselhado por colegas para evitar novos embates entre os magistrados em um momento de crise interna.

Mais de Política

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas