João Campos critica reforma do HR com prédio em funcionamento: "Risco muito grande"
Em sabatina no Sindhospe, socialista propôs a utilização da rede complementar como suporte, independente da elevação nos custos para o estado
Publicado: 30/09/2026 às 16:26
João Campos em sabatina no Sindhospe, no Recife (Foto: Amauri Lins/DP)
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a criticar a reforma do Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, região central do Recife, realizada durante a gestão da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Em sabatina no Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios do Estado de Pernambuco (Sindhospe), nesta quarta-feira (30), o socialista afirmou que a realização das obras com a unidade em funcionamento poderia gerar risco de acidente aos pacientes.
A alternativa apresentada pelo líder da Frente Popular de Pernambuco foi a utilização do suporte da rede complementar, composta por entidades privadas e filantrópicas que contribuem no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Claro que isso gera um risco muito grande. Deveria utilizar leitos da rede complementar para dizer: ‘A gente vai contratar esse andar todinho da rede complementar. Vamos fazer a reforma, enquanto os pacientes vão estar lá’”, disse.
João também defendeu que uma possível elevação nos custos não seja uma barreira para a adoção da medida. “Vai ser mais caro, mas tem coisa que você não pode estar fazendo conta. O que não pode é um paciente pós-cirúrgico, numa sala de estabilização, cair o forro de gesso e ter que voltar e operar novamente”, declarou.
A reforma do Hospital da Restauração vem sendo alvo recorrente de críticas de João Campos desde o início da campanha eleitoral. Na visão do socialista, o início das obras pela fachada seria uma forma equivocada de reforma, pois poderia esconder possíveis problemas no interior da unidade. Por outro lado, Raquel argumenta que a restauração da fachada contribui para impedir problemas como infiltrações e garante o isolamento térmico.
Em outro momento da sabatina, João Campos afirmou que a gestão de Raquel Lyra fechou 1,2 mil leitos da rede estadual de saúde e criticou a redução do investimento na área. “Não adianta falar de saúde se você não coloca no orçamento a saúde. Se você teve R$ 2,3 bilhões a mais e tirou quase R$ 700 milhões da saúde, fechou o leito, não avançou no serviço, não melhorou o Iassepe [Instituto de Atenção à Saúde e Bem-estar dos Servidores do Estado de Pernambuco] e não discutiu com a rede complementar, então precisa fazer uma repactuação”, declarou”, disse.