Flávio Bolsonaro rebate viagem em jato de Vorcaro com ironia e diz que aeronave era de Willer Tomaz
O senador e candidato à presidência (PL) não mencionou que a aeronave também pertence a Vorcaro; Willer Tomaz, amigo de Flávio é investigado por suspeitas de ligação com fraudes no INSS
Publicado: 24/09/2026 às 11:36
Flávio Bolsonaro viajou acompanhado por familiares e pelo advogado Willer Tomaz, de quem é amigo (© WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL)
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) minimizou a viagem que fez da Flórida (EUA) a Brasília, em 19 de janeiro de 2025, em um avião que tinha entre os cotistas o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O jato é o mesmo usado em outra viagem pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, o jato pertence ao advogado Willer Tomaz. Flávio não mencionou que a aeronave também pertence a Vorcaro.
"Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes", escreveu o candidato em seu perfil no X (antigo Twitter).
A aeronave é um Legacy 650 de prefixo PP-NLR. Flávio Bolsonaro viajou acompanhado por familiares e pelo advogado Willer Tomaz, de quem é amigo. Tomaz é investigado por suspeitas de ligação com fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A viagem de Flávio e Willer, realizada em janeiro do ano passado foi revelada pelo jornal O Globo na semana passada. Nesta quarta-feira, 23, a piauí mostrou que se tratava do mesmo avião usado por Moraes e que levou o senador a criticar a relação do ministro com Vorcaro.
A aeronave era operada pela empresa Prime You, uma das três detentoras da Fraction 024, dona formal do avião. A Prime entrou na sociedade em 2024, meses antes da viagem de Flávio. A Prime diz que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios entre 2021 e setembro de 2025. Os outros dois sócios do avião eram Willer Tomaz e Laércio Cosentino, fundador da TOTVS.
A amizade entre Flávio e Willer
Em outras ocasiões, Flávio já confirmou ter uma relação de "amizade legítima" com Willer. e disse que "qualquer tentativa de insinuar irregularidade a partir dessa afinidade pessoal é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos". Os dois, por exemplo, foram a um safári na África do Sul em 2025.
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