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Política
Acusação

Coligação de João Campos denuncia policial apontado como maior fornecedor da campanha de Raquel Lyra

Campanha do socialista alega que Uberdan Menezes é vinculado a empresa que teria recebido R$ 2,5 milhões de Raquel, mesmo estando inapta

Amauri Lins

Publicado: 17/09/2026 às 20:39

João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto

João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)

A Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada pelo candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), ingressou, nesta quinta-feira (17), com uma notícia de fato junto ao Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) para cobrar a investigação sobre um suposto envolvimento do policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior com a campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).

O nome de Uberdan veio à tona após o episódio de um suposto roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesta quarta-feira (16) no Bairro do Recife. Na ocasião, o policial abordou um suposto autor do ato criminoso e chegou a disparar contra o homem, que foi detido pela Polícia Militar.

De acordo com o documento apresentado, Uberdan possui ligação com a empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., que consta em plataformas oficiais da Justiça Eleitoral como a principal fornecedora da campanha de Raquel Lyra.

A notícia-crime diz que o servidor público constava como sócio-administrador do empreendimento até setembro deste ano, quando a função passou a ser ocupada por Sandra Nazaré Chagas do Amaral, mãe do policial.

A coligação pede a apuração de "interposição de pessoa para ocultar a continuidade do vínculo societário do policial, além de apropriação de recursos de campanha e possível lavagem de dinheiro”.

A coligação também alega que a Rede de Negócios e Produção de Eventos estaria inapta para contratações e que, com base na Lei 8.112/90, servidores públicos não poderiam ser administradores de empresas privadas.

Em coletiva na tarde desta quinta (17), o advogado Edgar Moury, representante jurídico da campanha de Raquel, negou a ligação da candidata com Uberdan e afirmou que não se pode “aceitar que narrativas desviem o foco do que aconteceu”, ao defender que o fato mais relevante seria o suposto roubo de bandeiras.

Já a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) afirmou em nota que a Corregedoria Geral do órgão instaurou um inquérito para apurar a atuação do policial civil no caso.

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