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Política
CRISE NO STF

Julgamento no STF: sem voto de Dino, placar fica 4 a 3 contra questão de ordem de Gilmar

Ministro Gilmar Mendes propôs a abertura de investigação de Alexandre de Moraes seja analisada em conjunto com a ação que aponta irregularidades na atuação de André Mendonça

Cynthia Morato e Estadão Conteúdo

Publicado: 15/09/2026 às 19:10

Sessão inédita do plenário do STF/Rosinei Coutinho/STF

Sessão inédita do plenário do STF (Rosinei Coutinho/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou, na noite desta terça-feira (15), placar provisório de 4 a 3 para negar a questão de ordem apresentada pelo decano, Gilmar Mendes. O ministro propôs que a abertura de investigação de Alexandre de Moraes seja analisada em conjunto com a ação que aponta irregularidades na atuação de André Mendonça - caso que está pautado para a próxima quarta-feira (23).

Votaram a favor da questão de ordem os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Foram contrários os ministros Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Dino já havia acompanhado Gilmar na questão de ordem, mas seu voto não foi contabilizado porque ele pediu vista e o julgamento foi suspenso. Dino tem até 90 dias para devolver o processo para julgamento.

“(A questão de ordem) foi acompanhada pelos ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Dos votos dos dos ministros Edson Fachin, presidente e relator, e André Mendonça, que não acolhiam a questão de ordem, pediu vista dos autos o ministro Flávio Dino”, declarou Fachin no encerramento da sessão.

Ainda segundo o ministro, “anteciparam seus votos o ministro Luiz Fux e a ministra Cármen Lúcia, ambos acompanhando o presidente. Impedido o ministro Nunes Marques; afirmou sua suspeição o ministro Dias Toffoli”. “Esse é o resultado provisório deste julgamento”, concluiu o presidente do STF.

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