Raquel Lyra nega favorecimento à empresa de transporte do pai: "Como favorece quem fechou?"
Empresa Logo Caruaruense era do pai de Raquel Lyra, o ex-governador João Lyra, e parou de rodar em janeiro de 2026 após mais de 60 anos de atuação em Pernambuco
Publicado: 15/09/2026 às 15:00
Governadora, candidata à reeleição, Raquel Lyra (Foto: Reprodução)
A governadora Raquel Lyra (PSD) negou que sua gestão tenha favorecido a Logo Caruaruense, empresa de transporte intermunicipal do pai, o ex-governador João Lyra Neto. Em sabatina da TV Globo, nesta terça-feira (15), a candidata à reeleição comentou sobre a situação envolvendo suposta ausência de vistorias e pagamentos sem licitação feitos pelo estado à corporação.
A Caruaruense encerrou oficialmente as atividades em janeiro deste ano. Após o fechamento da empresa, veio a público que, desde que Raquel assumiu o governo do estado, nenhum veículo da corporação foi vistoriado pela Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI).
“É uma excelente oportunidade de esclarecer este tema. A empresa Logo Caruaruense, que tem mais de 60 anos de funcionamento, encerrou suas atividades neste ano, durante meu mandato. É muito difícil entender como se favorece uma empresa que encerrou suas atividades. Trabalhamos de acordo com a lei”, explicou Raquel.
Ela afirmou, ainda, que não houve favorecimento a esta ou qualquer outra empresa, ligada ou não a algum familiar dela. Sobre o pagamento de cerca de R$ 100 mil à Caruaruense, Raquel afirmou que foi um ressarcimento de pessoas que trabalham no Governo do Estado e que utilizaram o serviço de transporte.
“É difícil entender como a oposição está colocando, ao longo do tempo, querendo descredenciar os 350 trabalhadores que lá existiam, o histórico de uma empresa como essa”, disse a governadora.
A repercussão da história foi negativa para a gestora, que, em janeiro, chegou a ser alvo de pedido de impeachment por suposto crime de responsabilidade por suposta falta de fiscalização e irregularidades na Caruaruense. A solicitação foi arquivada em fevereiro.
Regulamentação
Raquel também destacou que o setor de transporte intermunicipal de Pernambuco tem passado por dificuldades financeiras, especialmente após a pandemia. A respeito disso, ela pontuou uma tentativa de concessão pública para o âmbito.
“Existia um trabalho de regulamentação do setor por meio de uma concessão pública que foi feita entre os anos de 2013 e 2014, sendo que foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado por mais de 10 anos, e só encerrou a tramitação em dezembro do ano passado. A gente está trabalhando para arrumar e rearrumar o sistema para poder atender melhor a população”, finalizou.