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ELEIÇÕES 2026

"A lei não é para mim": Raquel diz que regra sobre salário se aplica a todos os servidores

Governadora participou de sabatina na tarde desta terça-feira (15) e comentou sobre a lei que autoriza servidores de Pernambuco em mandato eletivo a optarem entre a remuneração do cargo ou função e a decorrente do mandato

Nicolle Gomes

Publicado: 15/09/2026 às 13:28

Governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD)/Foto: Maurício Ferry/DP Foto

Governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)

A governadora Raquel Lyra (PSD) comentou sobre a legislação que permite que ela receba salário como procuradora do estado de Pernambuco e não como chefe do executivo. Em sabatina da TV Globo, na tarde desta terça-feira (15), a candidata à reeleição argumentou que a Lei Estadual nº 18.139/2023 beneficia todos os servidores em mandato eletivo.

“Querem colocar este tema como o principal desta eleição. Eu tenho direito de optar entre a remuneração de governador e a remuneração de procuradora do Estado. O que eu fiz foi escolher pelo cargo de procurador do Estado. A lei não tem CPF, nome ou sobrenome, não é para mim, e abrange todo servidor público, inclusive deputados estaduais concursados. Não há qualquer tipo de dúvida sobre este tema”, disse Raquel.

Ela destacou, ainda, que a lei, que foi proposta pela gestão dela em janeiro de 2023, foi encaminhada e aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “Tramitou em toda a regularidade”, acrescentou.

Em fala direcionada ao eleitor, Raquel afirmou que é uma mulher “trabalhadora, honesta e séria”, e relembrou a própria trajetória no poder público.

“Prestei concurso e fui advogada do Banco do Nordeste; depois fui delegada da Polícia Federal. Em 2005, após um concurso público, sem furar fila, eu entrei na Procuradoria do Estado de Pernambuco. Estou na Procuradoria há 21 anos. Sempre fiz tudo de acordo com a lei”, comentou.

Polêmica

A polêmica envolvendo o salário de Raquel Lyra surgiu na última sexta-feira (11), após o principal adversário dela na disputa pelo governo do estado, João Campos (PSB), apontar inconstitucionalidade no valor recebido pela governadora, dizendo que ela é “fura-teto”.

A ponderação de João aconteceu após Raquel citar a polêmica do fura-fila, ocorrida quando o socialista ainda era prefeito do Recife e que chegou a gerar um pedido de impeachment contra ele. Desde então, Raquel rebate as acusações de irregularidades na remuneração que recebe.

Nesta segunda-feira (14), a governadora foi acionada na Justiça com um pedido para que ela devolva a diferença entre o recebido como procuradora de Pernambuco e a remuneração do Executivo e passe a receber subsídio pelo cargo executivo. O valor é de cerca de R$ 1,2 milhão.

Ainda na segunda, o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) também pedindo a devolução do valor e a mudança do subsídio recebido pela governadora.

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