° / °
Política
CRISE NO STF

Julgamento: Kasiso Nunes Marques é o primeiro ministro do STF a alegar suspeição

Ministro justificou que é o presidente do TSE. Nunes Marques ainda negou qualquer relação de seu filho com Vorcaro

Nilton Vilanova e Estadão Conteúdo

Publicado: 15/09/2026 às 12:05

Ministro do STF, Kassio Nunes Marques/Alejandro Zambrana/STF

Ministro do STF, Kassio Nunes Marques (Alejandro Zambrana/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, foi o primeiro a declarar suspeição de participar do julgamento que analisa a possibilidade de abertura de investgação contra o ministro Alexandre de Moraes por conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão ocorre nesta terça-feira (15) no plenário do STF.

Nunes Marques justificou o pedido alegando que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela proximidade com as eleições. Magistrado disse ainda que as mensagens relacionadas a um suposto pagamento ao seu filho não tem nenhuma relação com a sua decisão.

"Em relação a mensagens que circulam de ontem (segunda), de hoje (terça) e que sempre vão rondar as autoridades do Brasil, eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco. Isso é fato”, alegou.

Ainda de acordo com Nunes Marques, o sigilo bancário já foi quebrado. “Não adianta se especular de outra forma porque, se o sigilo já foi quebrado, contra fatos não existem argumentos. Quanto a isso, eu tenho absoluta isenção e a minha isenção está calcada e absolutamente comprovada nos votos que eu proferi. Se eu me sentisse desconfortável ou cooptado de alguma forma, jamais teria votado pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, do seu pai e de outras pessoas envolvidas”, pontuou.

As mensagens trocadas por WhatsApp pelo banqueiro Daniel Vorcaro indicam pagamento de R$ 500 mil ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação aparece em conversa de Vorcaro com o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, em julho de 2025. O Estadão teve acesso às mensagens, que fazem parte da íntegra do conteúdo do celular do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal.

Mais de Política

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas