"O governo não quebra, mas quebra as pessoas", diz Mendonça Filho sobre gestão Lula
Candidato ao Senado pelo PL afirmou, durante sabatina da FIEPE, que aumento de impostos e juros elevados penalizam trabalhadores e empresários. Ele também criticou o fim da chamada "taxa das blusinhas"
Publicado: 08/09/2026 às 15:12
Candidato ao Senado, Mendonça Filho (PL) (Foto: Reprodução/YouTube)
O candidato ao Senado por Pernambuco Mendonça Filho (PL) afirmou, nesta terça-feira (8), que o governo federal tem adotado uma política econômica que, segundo ele, penaliza trabalhadores e empresários por meio do aumento da carga tributária e dos gastos públicos.
Durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), no Recife, o candidato resumiu sua crítica ao governo Lula com a frase: “O governo não quebra, mas quebra as pessoas”.
Ao defender o equilíbrio das contas públicas, Mendonça Filho comparou a gestão do orçamento federal à administração das finanças de uma família ou de uma empresa. Para ele, o governo deveria reduzir despesas e desperdícios antes de buscar novas receitas por meio de impostos.
“O governo não quebra, mas quebra as pessoas de forma direta ou indireta, que é o que está acontecendo no Brasil. São R$ 180 bilhões de empresas que entraram em recuperação judicial por conta de uma taxa de juros que é recorde no mundo, de mais de 14% a Selic.”
O candidato também criticou o aumento do IOF e afirmou que a medida acaba atingindo trabalhadores que recorrem a operações de crédito. Na avaliação dele, o imposto, que teria originalmente uma função regulatória, estaria sendo utilizado pelo governo com finalidade arrecadatória.
“Quando ele, por exemplo, refinancia o seu cartão de crédito, ele paga IOF. Quando ele entra no cheque especial, ele paga. É um dinheiro que é retirado da nossa economia de forma meio sorrateira para tapar os rombos de um governo perdulário, que gasta mais do que arrecada.”
Crítica à “taxa das blusinhas”
Mendonça Filho direcionou as críticas para a política de tributação das compras internacionais de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”, e relacionou o tema diretamente à indústria de confecções do Agreste pernambucano.
A medida aprovada pelo Congresso a extinguiu o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e segue para sanção presidencial. A cobrança do ICMS estadual permanece.
Mendonça Filho afirmou que não é contrário à possibilidade de o consumidor comprar produtos mais baratos em plataformas estrangeiras, mas defendeu que a indústria brasileira tenha condições semelhantes de competitividade. Ele citou especificamente os polos de confecções de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Caruaru e Vertentes.
“Eu não tenho nenhuma objeção aqui às mulheres, aos homens que queiram comprar confecção barata, possam comprar de qualquer que seja o fornecedor, inclusive virtual. Só que você tem que garantir a mesma condição de competitividade para a indústria local.”
Na avaliação do candidato, a redução da tributação sobre produtos importados, sem medidas de compensação para a indústria nacional, amplia a diferença entre empresas brasileiras e concorrentes estrangeiros, especialmente em setores como o de confecções.
“Como é que o que produz lá fora tem uma condição de competitividade e o que produz dentro do Brasil tem uma condição completamente diferente? Taxa de juros lá reduzida, às vezes é negativa, custo do trabalho muito menor. Então, não faz sentido que a gente viva uma situação como essa”, concluiu.