Coligação de João Campos apresenta nova denúncia na Polícia Federal
No processo, a defesa da Frente Popular aponta a supressão e alteração de informações na página e perfil Bastidor.pe
Publicado: 04/09/2026 às 12:04
Candidato do PSB ao Governo de Pernambuco, João Campos (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)
A Frente Popular de Pernambuco, coligação do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), apresentou, nesta sexta-feira (4), uma nova denúncia junto á Polícia Federal. No processo, a defesa aponta a supressão e alteração de informações na página e perfil Bastidor.pe, manifestando preocupação com a possível destruição de provas durante as investigações.
Segundo o corpo jurídico da coligação, a exclusão de postagens pode dificultar a identificação da origem da fotografia, dos responsáveis pela divulgação dos cartazes apócrifos, além do rastreamento de aparelhos, contas e endereços de IP da postagem inicial.
Além disso, a Frente Popular argumenta que o perfil Bastidor.pe publicou a única foto do panfleto que cita o marido da governadora Raquel Lyra (PDS). Seus três fundadores, segundo a coligação, foram assessores comissionados da candidata à reeleição, sendo um deles identificado como atual videomaker da campanha da gestora estadual.
Procurada pelo Diario de Pernambuco, a Polícia Federal afirmou que não vai se "pronunciar a respeito de nenhum caso político".
Panfletos apócrifos: o que se sabe até agora?
O material, responsável por uma nova frente de disputa judicial entre as campanhas que concorrem ao Governo de Pernambuco, foi encontrado no Bairro do Recife no domingo (30) e passou a ser alvo de investigações das polícias e da Justiça Eleitoral. Entre as peças, havia uma que fazia referência ao empresário Fernando Lucena, marido de Raquel, que morreu em 2022. Outros cartazes também associavam a imagem da governadora a figuras políticas e personagens envolvidos em crimes.
Até o momento, não há identificação pública de quem produziu e determinou a distribuição dos materiais. A Justiça Eleitoral, inclusive, determinou a abertura de investigação para tentar esclarecer a autoria.
A Polícia Civil de Pernambuco confirmou a abertura de um inquérito para identificar os responsáveis pela produção e distribuição do material. A investigação é coordenada pela 1ª Delegacia Seccional de Santo Amaro, no Recife, e o caso foi inicialmente registrado como calúnia.
Além disso, a PF deverá buscar quem colocou os cartazes nas ruas e também a origem dos arquivos utilizados para produzi-los, eventual gráfica ou equipamento de impressão, financiamento, transporte, armazenamento e distribuição. A apuração ainda deverá verificar se houve participação de eventuais mandantes, financiadores ou beneficiários.