Nova pesquisa Quaest traz cenário de Pernambuco após aparição de cartazes apócrifos
Novo levantamento do pleito em Pernambuco está previsto para a próxima terça-feira (8)
Publicado: 04/09/2026 às 11:42
Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes cumprem compromissos em municípios da Zona da Mata e do Agreste (Arquivo DP)
O Instituto Quaest divulga, na próxima terça-feira (8), uma nova pesquisa com intenções de voto para o governo de Pernambuco e para o Senado. O levantamento, encomendado pelo jornal O Globo, traz o cenário do pleito no estado após a aparição dos cartazes apócrifos.
Na última pesquisa, divulgada no dia 25 de agosto, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), aparecia com 44% das intenções de voto, enquanto o candidato João Campos (PSB) surgiu com 36% no primeiro turno. Nesse cenário, indecisos somavam 12% e brancos, nulos ou pessoas que afirmam que não irão votar, 7%.
A nova Quaest segue a metodologia que consiste na realização de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, conduzidas por profissionais. A aplicação de questionários estruturados será realizada com uma amostra representativa da população votante, a partir dos 16 anos de idade, residente no estado de Pernambuco entre os dias 4 e 7 de setembro.
O Diario de Pernambuco divulga apenas resultados de pesquisa eleitorais, no Brasil e em Pernambuco, dos institutos: Datafolha, Ipec, Quaest e Atlas/Intel, e somente após os levantamentos terem sido levados a público pelos veículos contratantes.
Ataques pessoais marcam disputa
A disputa eleitoral pelo Governo de Pernambuco tem sido marcada por polêmicas e ataques entre os dois principais candidatos e suas respectivas militâncias. Recentes episódios de distribuição de cartazes anônimos e acusações mútuas de perseguição tomaram conta das redes sociais nos últimos dias.
Um suposto “gabinete do ódio” ganhou força no pleito estadual após uma reportagem veiculada pela TV Record. Os desdobramentos motivaram uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para aliados em Pernambuco para tirar a temperatura sobre o caso, que motivou uma ação de João Campos na Justiça Eleitoral contra a governadora.
Raquel chegou a compartilhar em seu perfil oficial um vídeo que mostra saudações do ex-prefeito do Recife a Amisadai Andrade, acusado de gerir o suposto "gabinete do ódio", pelo nascimento de uma filha, em 2022, e afirmando que ele e João seriam amigos. O ex-prefeito do Recife nega qualquer relação pessoal ou profissional com Amisadai.
A candidata do PSD também cita que a Prefeitura do Recife, na época da gestão do candidato, teria destinado recursos para o portal citado no esquema. No sábado (29), o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou que quatro perfis de redes sociais apagassem postagens que associam a chefe do executivo estadual ao suposto "gabinete do ódio".
Um dia antes da veiculação do suposto esquema digital que seria ligado ao governo, bandeiras da campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) foram incendiadas no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. A coligação Pernambuco de Coração, que apoia a candidatura de Raquel, afirmou que acionou a Polícia Federal (PF) para que o caso seja apurado.
A Justiça Eleitoral também determinou a retirada de um vídeo publicado nas redes sociais do jornalista Manoel Medeiros (Novo), que associa Campos a cartazes supostamente espalhados na região central do Recife. A decisão, em caráter liminar, foi tomada após a nova ação movida pela Frente Popular de Pernambuco, que alegou que a publicação gerou um efeito negativo na campanha de João com base em desinformação.