° / °
Política
SABATINA

"Nunca vi nada tão abominável", diz Raquel Lyra sobre cartazes com ataques pessoais

Governadora acionou a Justiça Eleitoral e afirmou que a memória da sua família não pode ser usada como plataforma de debate político

Adelmo Lucena

Publicado: 03/09/2026 às 13:04

Governadora Raquel Lyra (PSD)/Foto: Maurício Ferry/DP Foto

Governadora Raquel Lyra (PSD) (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), classificou como "abominável" e "cruel" a recente veiculação de cartazes apócrifos espalhados pelas ruas do Recife com acusações e ofensas pessoais. A declaração foi feita nesta quinta-feira (3) durante sabatina conjunta promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL.

A gestora ressaltou ter acionado órgãos de fiscalização e policiais para investigar o caso e repudiou o uso de dramas familiares e ataques de gênero como estratégia na disputa eleitoral.

O episódio ocorreu após materiais impressos sem identificação serem afixados em vias públicas da capital pernambucana e o caso provocou reação de aliados e adversários políticos. Diante do fato, a coligação governista acionou a Polícia Civil, a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral, solicitando a abertura de inquéritos para identificar a autoria e os financiadores das impressões.

"Eu nunca vi nada tão abominável e nem tão cruel. O meu marido, a memória dele e a minha família não são o centro de debate das eleições de Pernambuco, nem podem ser. O que está em jogo em Pernambuco é o futuro do nosso estado."

Raquel Lyra destacou que vem sendo alvo de episódios recorrentes de deslegitimação desde a transição de governo e contextualizou as ofensas como uma forma severa de violência política de gênero. Segundo a candidata à reeleição, as tentativas de descredibilizar a sua gestão e a sua honra ultrapassaram todos os limites aceitáveis da disputa democrática:

"Qualquer outra coisa que tente me imputar a responsabilidade por estes panfletos é tentar colocar uma cortina de fumaça gigante sobre um tema que violenta não só a mim, mas a muitas mulheres que pensam em entrar na política e desistem só de saber da violência que vão sofrer. Eu nunca me vitimizei sobre isso, nunca. Agora, passaram dos limites de todas as formas, e precisam responder por isso."

Ao defender uma atuação pautada pela ética e pelo respeito às leis, a gestora falou da necessidade de apuração rigorosa para esclarecer os fatos.

"O que colocaram sobre mim é muito grave. Imputaram a mim a responsabilidade pela morte do meu marido. Tem alguma coisa mais cruel do que isso com uma mulher que perdeu o marido com quem conviveu por 30 anos, que é o pai dos seus dois filhos?"

As investigações do caso seguem em andamento sob o acompanhamento da Justiça Eleitoral e das forças de segurança.

Mais de Política

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas