"Objetivo da direita é cortar direitos dos trabalhadores", diz Marília sobre equilíbrio fiscal
Em debate, candidata ao Senado rebateu fala de Mendonça Filho com críticas ao suposto desequilíbrio de contas no governo Lula
Publicado: 02/09/2026 às 15:28
Candidata ao Senado Marília Arraes (Foto: Divulgação)
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) apontou os parlamentares vinculados ao campo político da direita como responsáveis por iniciativas que supostamente retiram direitos dos trabalhadores no Congresso Nacional. A fala da pedetista ocorreu nesta quarta-feira (2), em debate promovido pela TV Globo, ao rebater uma afirmação do deputado federal Mendonça Filho (PL) sobre uma possível “irresponsabilidade fiscal” da gestão atual do Governo Federal.
“Vocês estão vendo bem que o objetivo da direita é cortar direitos dos trabalhadores, para simular um equilíbrio das contas. Nosso objetivo, enquanto campo político que defende o trabalhador, é fazer a justiça tributária, sustentar a economia de baixo para cima. É ter como objetivo final o resultado, ou seja, se o povo pobre passa a consumir mais, pagar menos impostos, sem dúvida alguma, esse vai ser o lastro da economia”, disse Marília.
Em sua fala de abertura, Mendonça defendeu que o desequilíbrio das contas na gestão pública estaria vinculado à inflação e ao aumento da taxa de juros. “O governo suga e retira dinheiro dos empresários, dos empreendedores e dos trabalhadores de duas formas: de um lado, ele aumenta a inflação de alimentos e, do outro lado, aumenta o custo de vida para o trabalhador, por meio da taxa de juros”, disse o parlamentar.
O senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) também criticou a fala do adversário liberal. Para o ex-ministro petista, o governo de Lula teria sanado lacunas financeiras deixados pela gestão de Bolsonaro.
“A extrema-direita tem um problema de memória, porque não se lembram que deram um calote de R$ 100 bilhões nos precatórios, dinheiro para pagamento das viúvas, de quem tinha direito de receber dívidas, e nós pagamos. Não se lembram que confiscaram recursos dos estados para reduzir artificialmente o preço dos combustíveis, e nós pagamos. Essas pessoas quererem ‘tirar uma’ de que são responsáveis fiscais, quando jogaram o Brasil no abismo, isso não cola”, afirmou.