"Vetor central do desenvolvimento do estado", diz João Campos sobre papel da UPE
Em diálogo com representantes da universidade, ex-prefeito relembrou feitos do pai Eduardo Campos e negou projetos de privatização
Publicado: 01/09/2026 às 18:53
João Campos em diálogo com Conselhos Superiores da UPE (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesta terça-feira (1°), de uma reunião com representantes da Universidade de Pernambuco (UPE) no bairro de Santo Amaro, na região central do Recife. Durante a atividade, que teve o ensino superior como tema central, o ex-prefeito comentou sobre a importância da instituição estadual.
“A gente enxerga a UPE como um vetor central do desenvolvimento do estado de Pernambuco. Em muitas frentes diferentes, do ponto de vista de temas, de áreas, de construções de territórios diferentes do estado, a gente vai precisar ter uma força da UPE trabalhando junto para a gente poder potencializar esse crescimento do estado”, afirmou.
O encontro foi coordenado pela reitora da UPE Maria do Socorro de Mendonça Cavalcanti e contou com a participação de integrantes dos Conselhos Superiores da universidade, composto pelo Conselho Universitário (CONSUN) e pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), que inclui reitores, pró-reitores, diretores de unidades e representantes dos estudantes.
Na ocasião, o socialista relembrou a atuação do seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, que estabeleceu, por meio de decreto, a gratuidade total com a retirada de taxas de matrícula e mensalidade da instituição. A abertura de campus em outras regiões do estado durante a gestão de Eduardo também foi mencionada.
“Eu tenho uma memória muito forte quando o ex-governador Eduardo Campos discutia e colocou como ponto central a gratuidade da universidade. Era uma luta de muito tempo, em que ele dizia, inclusive, que tinha obrigação histórica de fazer essa correção. Em 2009, ele conseguiu implementar, assim como o principal ciclo de interiorização da universidade também se deu numa coordenação de liderança dele”, apontou João.
A criação de mais vagas para a classe de professor titular na UPE, demanda antiga da categoria, também foi abordada na fala de João.
“Esse novo ciclo vai ter que misturar sonhos excepcionais, que a gente precisa sonhar juntos, e algumas coisas elementares e óbvias, que têm um impacto direto. Na discussão central da carreira docente, eu vejo que tem que ser feita uma pergunta de trás para frente: quais são as universidades que não têm uma carreira de professor titular? Se a gente encontrasse grandes exemplos disso, a gente poderia defender o porquê de não ter. Mas é o contrário. É claro que precisa ser ajustado isso”, declarou.
Privatizações
No momento reservado para as perguntas dos presentes, João Campos foi questionado sobre as Parcerias Público-Privada que teriam cedido equipamentos da saúde básica do município à iniciativa privada durante a sua gestão à frente da Prefeitura do Recife, o que foi negado pelo candidato.
“Em relação à privatização da Atenção Primária, isso não é verdade. Então não existe nenhuma concessão feita, enquanto aqui prefeito, para a atenção básica de saúde. Muitos estudos foram feitos, eu acho que inclusive pelo Banco Mundial, se não me falha a memória, mas nada disso foi feito pela prefeitura”, disse.
João também negou qualquer possibilidade de privatização do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), que é gerido pela UPE. “É claro que eu discordaria frontalmente de qualquer ideia de privatização do Hospital Universitário e do complexo hospitalar. Pelo contrário, eu acho que a gente tem que fortalecer aquilo que é de domínio público e fazer com que a gente possa agregar o valor”, declarou.