Novas pesquisas eleitorais e convenções colocam campanha em Pernambuco em semana decisiva
Nas últimas semanas, os principais pré-candidatos intensificaram agendas pelo interior do estado em busca de ampliar o alcance de suas campanhas
Publicado: 27/07/2026 às 17:53
Pesquisas da Quaest e Datafolha são aguardadas com expectativa pelas campanhas de Raquel Lyra e João Campos (Fotos: Janaina Pepeu e Edson Holanda)
A corrida pelo Palácio do Campo das Princesas entra, nesta semana, em um dos momentos mais importantes da pré-campanha. Antes das convenções partidárias do próximo fim de semana, que vão oficializar as candidaturas, dois levantamentos de intenção de voto devem balizar a disputa entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
A primeira pesquisa será divulgada nesta terça-feira (28). Encomendada pelo banco Genial, a Quaest deve apresentar um novo retrato da disputa pelo Governo de Pernambuco. Na sexta-feira (31), será a vez do Datafolha divulgar outro levantamento, ampliando as expectativas do meio político sobre o cenário eleitoral às vésperas do início oficial da campanha.
Para o cientista político Hely Ferreira, as pesquisas indicam uma disputa mais equilibrada do que a observada meses atrás. Segundo ele, João Campos chegou a aparecer com vantagem mais confortável nas primeiras sondagens, mas levantamentos recentes passaram a mostrar Raquel Lyra à frente em alguns cenários, ainda que dentro da margem de erro, configurando empate técnico.
Conforme Hely Ferreira, Pernambuco possui candidatos de grande densidade eleitoral e está sendo encarado, na ótica da política nacional, como uma grande vitrine. “Muitos acreditam que nós estaremos diante de um cenário de muita disputa, até porque temos dois candidatos com grande densidade eleitoral e outro fato que precisa ser lembrado: é a disputa também da quebra de uma invencibilidade. Tanto o ex-prefeito da cidade do Recife como a atual governadora em todas as eleições que disputaram tiveram êxito. Desta vez, alguém vai perder a invencibilidade”.
Estratégias de interiorização
Nas últimas semanas, os principais pré-candidatos intensificaram agendas pelo interior do estado em busca de ampliar o alcance de suas campanhas. Na avaliação de Ferreira, Raquel Lyra tenta capitalizar a visibilidade proporcionada pelo exercício do governo e ampliar sua presença em diferentes regiões, enquanto João Campos aposta na expansão de seu capital político para além da Região Metropolitana, impulsionado pelo legado de Eduardo Campos e Miguel Arraes.
Já a cientista política Priscila Lapa avalia que a estratégia do pré-candidato do PSB passa por associar sua candidatura ao governo do presidente Lula e defender a ampliação, para o estado, de políticas adotadas durante sua gestão na Prefeitura do Recife.
“Temos uma tônica posta em relação a João Campos que busca trazer o máximo possível de elementos do âmbito nacional ao pleito estadual, para que sua agenda de desenvolvimento venha atrelando políticas nacionais ao âmbito local. E, a partir de sua condução, tenta mostrar também que a sua experiência como prefeito do Recife tem dado à cidade uma dinâmica diferente e isso também poderá ser estendido para o âmbito de Pernambuco a partir das parcerias com o governo federal’, salientou.
Metodologia
O Datafolha vai ouvir 1.022 eleitores, entre esta terça e quinta-feira (30), por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro máxima prevista é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Além da disputa pelo Governo do Estado, o instituto também medirá as intenções de voto para as duas vagas ao Senado e para a Presidência da República entre os eleitores pernambucanos. O levantamento ainda testará um eventual segundo turno entre João Campos e Raquel Lyra e aferirá os índices de rejeição dos candidatos.
No cenário estimulado para o Governo do Estado, serão apresentados aos entrevistados os nomes de João Campos, Raquel Lyra, Ivan Moraes, Renan Hallais e Camila Falcão. Para a Presidência, haverá simulação de primeiro turno e de um eventual confronto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).