Eduardo, sobre novo tarifaço: Flávio disse aos EUA que fará acordo quando for eleito
Tarifaço está previsto para entrar em vigor nesta quarta-feira (22)
Publicado: 21/07/2026 às 17:43
Ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (21) que o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, comprometeu-se, durante audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, a negociar um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos caso vença a eleição presidencial. O tarifaço americano, com alíquota de 25%, entra em vigor nesta quarta-feira (22).
"Ele disse o seguinte: 'Por favor, não tarifem o Brasil. Eu vou ser presidente e, quando for presidente, vamos negociar um acordo de livre-comércio que seja bom para os dois lados e não será mais preciso tarifar os produtos brasileiros'", disse Eduardo em entrevista ao portal Metrópoles.
Eduardo ressalvou que Flávio não pediu a imposição de tarifas para obter vantagens eleitorais e classificou essa interpretação como uma narrativa criada pelo presidente Lula (PT), a quem atribuiu interesse nas medidas. Segundo ele, as razões para o tarifaço foram expostas pelas autoridades americanas, entre elas o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Na visão do filho "03" de Jair Bolsonaro, as pessoas "deveriam considerar" as justificativas apresentadas pelas autoridades americanas, entre as quais citou a falta de combate à corrupção, o aumento do desmatamento na Amazônia, a censura e a perseguição política. Para ele, Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes seriam os responsáveis pelas tarifas e os únicos capazes de agir para revertê-las.
"Flávio ainda não é o presidente da República. Mas, quando for com certeza vamos acabar com essa tarifa", afirmou o ex-parlamentar.
Eduardo disse ainda que a investigação conduzida sob a Seção 301 teve caráter técnico, mas que Rubio precisou levar o debate ao campo político diante do que classificou como uma tentativa de Lula de atribuir a Flávio a responsabilidade pelas tarifas para obter ganhos políticos.
Segundo o ex-deputado, Rubio, por atuar na área geopolítica e não na análise comercial, rebateu a versão apresentada pelo presidente brasileiro e "colocou água no chope" de Lula.
Michelle Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro também criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) por causa de um vídeo publicado por ela nas redes sociais no fim de junho, no qual afirmou ter sido desrespeitada, humilhada e maltratada pelo enteado, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
"Foi uma imaturidade de Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo", afirmou o ex-parlamentar. Eduardo ainda classificou como "natural" que haja disputa por um "espaço tão cobiçado" quanto a Presidência da República. Isso teria feito com que divergências internas do clã Bolsonaro viessem a público, ele disse.