Presidente do PT nega palanque duplo de Lula em Pernambuco para João Campos e Raquel Lyra
Coordenador da campanha do presidente rebateu declaração do ministro Wellington Dias, que havia acenado para a governadora Raquel Lyra
Publicado: 08/06/2026 às 18:04
Posse do novo presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, na foto, Edinho Silva. (Melissa Fernandes )
O presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, garantiu nesta segunda-feira (8) que o presidente terá palanque único em Pernambuco, ao lado do pré-candidato ao governo estadual, João Campos (PSB).
A declaração rebate a afirmação do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), que havia anunciado uma estratégia de palanque duplo que incluía a governadora Raquel Lyra (PSD).
“Essa posição está clara desde o início, em Pernambuco o Presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário”, declarou Edinho Silva.
A reação ocorre após uma entrevista de Dias ao jornal O Globo. O ministro, que coordenará a campanha de Lula no Nordeste, afirmou que o petista dividiria seu apoio no estado entre João Campos e Raquel Lyra na disputa pelo governo em 2026.
O ex-governador do Piauí e senador licenciado ressaltou que, no pleito de 2022, a governadora de Pernambuco se colocou como oposição no primeiro turno. Contudo, segundo ele, no segundo turno, em que disputou contra Marília Arraes (PDT), Lyra teve uma “posição mais neutra”. “Uma parte considerável do nosso time ficou com ela”, salientou.
No entanto, de acordo com o jornal O Globo, teria sido o próprio João Campos quem procurou o presidente do PT para se queixar e cobrar explicações sobre as declarações de Wellington Dias. A insatisfação se deve ao fato de o PSB tratar a eleição ao governo de Pernambuco como a prioridade número um da legenda.
Ainda segundo a publicação, diante do impasse, dirigentes da sigla teriam sinalizado que uma eventual divisão no apoio de Lula no estado poderia azedar a aliança nacional, levando o partido a reavaliar o apoio dado ao PT em outras unidades da federação.