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MORADIA

Minha Casa Minha Vida lidera mercado imobiliário no Nordeste com 52% das vendas na região

O Nordeste registrou 22.202 unidades residenciais vendidas no primeiro trimestre, alta de 3% em relação ao mesmo período de 2025

Mariana de Sousa

Publicado: 25/05/2026 às 18:31

Mudanças nas regras do Minha Casa, Minha Vida pode beneficiar mais de 87 mil famílias, segundo o Governo Federal/Foto: Ricardo Stuckert/PR

Mudanças nas regras do Minha Casa, Minha Vida pode beneficiar mais de 87 mil famílias, segundo o Governo Federal (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O programa Minha Casa Minha Vida segue liderando o mercado imobiliário brasileiro e teve papel decisivo no desempenho do Nordeste no primeiro trimestre de 2026. Dados divulgados nesta segunda-feira (25) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram que o programa concentrou 52% das vendas de imóveis residenciais na região, entre janeiro e março deste ano.

Ao todo, o Nordeste registrou 22.202 unidades residenciais vendidas no primeiro trimestre, alta de 3% em relação ao mesmo período de 2025. Desse total, 11.540 unidades foram comercializadas dentro do Minha Casa Minha Vida, uma alta de 10% no quantitativo de vendas comparado aos número do primeiro trimestre do ano passado, enquanto os demais padrões responderam por 48% das vendas regionais.

Nos lançamentos, o programa também teve forte impacto: das 19.789 unidades residenciais lançadas no Nordeste no primeiro trimestre de 2026, 12.704 estavam enquadradas no Minha Casa Minha Vida, o equivalente a 64% de todos os novos empreendimentos colocados no mercado na região. O número, no entanto, teve uma queda de 10% comparado ao primeiro semestre de 2025.

Os números fazem parte do levantamento de indicadores imobiliários nacionais da CBIC, realizado em 221 cidades brasileiras, incluindo as 27 capitais e regiões metropolitanas.

Apesar da retração de 4,2% nos lançamentos nordestinos em comparação ao primeiro trimestre de 2025, o volume de vendas seguiu em crescimento. A pesquisa aponta que o principal motivo da compra de imóveis continua sendo a saída do aluguel, apontada por 38% dos entrevistados.

Para o vice-presidente Financeiro da CBIC, Eduardo Aroeira, o programa continua exercendo papel estratégico para o setor da construção civil e para a redução do déficit habitacional brasileiro.

“O Minha Casa Minha Vida vem cumprindo o seu papel de tornar realidade o sonho da casa própria para milhões de brasileiros. Ao longo do tempo, vem se mostrando como grande impulsionador da indústria da construção, representando a metade do mercado imobiliário residencial”, afirmou.

Programa também liderou crescimento no Brasil 

No cenário nacional, o mercado imobiliário brasileiro contabilizou 110.722 unidades residenciais vendidas no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado, mesmo em um contexto de taxa Selic em 14,75% ao ano.

O Minha Casa Minha Vida foi responsável por 54.510 unidades vendidas no país, equivalente a 49% de todas as comercializações realizadas no trimestre. Já os demais padrões somaram 56.212 unidades, representando 51% do mercado.

Os lançamentos nacionais alcançaram 97.802 unidades residenciais no período, retração de 4,9% em comparação ao primeiro trimestre de 2025; ainda assim, o setor mantém ritmo considerado saudável, com estoque estimado em 7,6 meses.

Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste apresentou o melhor desempenho nos lançamentos, com crescimento de 38,3%. Já Norte e Nordeste registraram avanço nas vendas, com altas de 11,1% e 3%, respectivamente.

Nos últimos 12 meses, foram vendidas no país 438.012 imóveis, com o Sudeste sendo responsável por 223.670 unidades comercializadas, mais da metade desse total. O Valor Geral de Vendas (VGV) nacional atingiu R$ 65,9 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

 

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