"Ele vai governar para todos", diz Raquel ao comentar atuação de Lula em ano eleitoral
Para governadora, a antecipação da disputa eleitoral não condiz com a responsabilidade de quem está no exercício do mandato
Publicado: 28/04/2026 às 18:10
Ao comentar sobre a LOA, governadora destacou a importância de garantir segurança jurídica e responsabilidade na execução dos recursos públicos (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), comentou à respeito da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo de 2026, ano marcado pela disputa eleitoral ao Palácio do Planalto.
“Tudo que a gente tem ouvido dele, é que ele vai governar para todos, que é o que a gente está fazendo aqui em Pernambuco”, disse a gestora, reforçando o tom de proximidade entre ela e o chefe do Executivo Federal, em entrevista à Rádio Pajeú, divulgada nesta terça-feira (28).
Segundo Raquel, há um movimento de antecipação da disputa eleitoral por parte de alguns atores políticos, o que, na sua avaliação, não condiz com a responsabilidade de quem está no exercício do mandato. “O que eu tenho visto é muita gente que tá fazendo só campanha, pré-campanha, no caso. Esse não é o trabalho de quem governa”, afirmou.
Neste período de pré-campanha, a governadora tem apostado no discurso de que continua seu trabalho para Pernambuco, mesmo com o pleito que disputará a reeleição “às portas”. Por outro lado, seu principal opositor, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), após a renúncia da capital, tem trabalhado em sua pré-campanha percorrendo as regiões do estado.
A governadora reforçou que, por estar no exercício do cargo, tem priorizado a gestão e adotado uma postura mais institucional. “Por isso que eu falo muito menos sobre campanha, porque eu tô no governo”, disse.
LOA
Ao comentar sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), Raquel destacou a importância de garantir segurança jurídica e responsabilidade na execução dos recursos públicos.
Raquel também indicou que o governo estadual está atento às demandas dos municípios e às discussões na Assembleia Legislativa, especialmente sobre o percentual de remanejamento. Ela afirmou que a prioridade é assegurar que o orçamento permita a continuidade de obras e serviços essenciais, sem colocar em risco o equilíbrio fiscal.