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Raquel Lyra exonera dois servidores alvos de operação policial em Pernambuco

Publicação no Diário Oficial confirma o desligamento do ex-deputado Leonardo Dias e de Carlos Tavares

Diario de Pernambuco

Publicado: 16/04/2026 às 17:27

Ex-deputado estadual Leonardo Dias/Reprodução

Ex-deputado estadual Leonardo Dias (Reprodução)

A governadora Raquel Lyra (PSD) exonerou dois servidores investigados na Operação Draft, deflagrada pela Polícia Civil na quarta-feira (15). A ação apura um esquema de desvio de verbas públicas, que teria funcionado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) entre 2015 e 2024, com prejuízos que podem chegar a R$ 6 milhões.

As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado, desta quinta (16). Foram desligados do governo o ex-deputado estadual Leonardo Dias, filiado ao PSB à época dos fatos, e Carlos Tavares Bernardo.

O ex-parlamentar, segundo o Diário Oficial, exercia a função de secretário-executivo de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo. Já Tavares ocupava o cargo de Gestor de Articulação e Implementação. Ambos eram lotados na Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo.

De acordo com o Diário Oficial, a saída deles é retroativa ao dia 15 de abril, data em que a polícia realizou as buscas e apreensões.

“Não participo delas”

Também nesta quinta-feira (16), a governadora comentou, de forma breve, a operação policial. “A polícia tem cumprido seu papel. Peço que qualquer informação adicional seja dada pela própria Secretaria de Defesa Social. Eu não dirijo essas operações, não participo delas”, afirmou.

Investigação começou com operação da PF

Conforme revelado pelo Diario, a Operação Draft teve sua origem a partir do desdobramento de uma investigação da Polícia Federal. O esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa (Alepe) foi descoberto após a análise de dados colhidos em uma operação da PF, deflagrada em 2020, que apurava irregularidades nas obras de requalificação da BR-101.

O elo entre as operações é o administrador Schebna Machado de Albuquerque, apontado como o operador financeiro de ambos os esquemas. Em 2020, ele foi alvo de busca e apreensão e teve o celular apreendido. Foram encontrados em seu aparelho indícios de crimes no legislativo estadual e na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Em coletiva, o delegado que preside o inquérito, Juliano Ferronato, explicou que o Ministério Público Federal (MPF) declinou da competência para os crimes que teriam sido praticados na Alepe, compartilhando os dados com a Polícia Civil.

Esquema

Leonardo Dias e seu pai, Romário Dias (PL), que também é ex-presidente da Alepe e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), são suspeitos de chefiar um esquema de desvio milionário em gabinetes da Alepe.

Além dos parlamentares, Carlos e Schebna também foram alvos da operação: Rodrigo Antonio Martorelli Silva de Almeida, Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque, Arthur Valença de Luna e José Natanael Mendes de Sá.

De acordo com a Polícia Civil, os alvos são ou foram agentes públicos que atuaram com os parlamentares entre 2015 e 2024, período em que aconteceram os desvios.

O Diario não localizou a defesa dos investigados. O espaço segue aberto.

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