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8 de janeiro: oposição reage a veto de PL da Dosimetria: "vingança" e "ódio"

Parlamentares se posicionaram, nesta quinta (8), após Lula (PT) assinar o veto ao projeto que previa a redução da pena de Jair Bolsonaro e outros condenados pela "trama golpista", há três anos

Diario de Pernambuco

Publicado: 08/01/2026 às 14:13

 Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Cerimônia em Defesa da Democracia/ Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Cerimônia em Defesa da Democracia ( Ricardo Stuckert / PR)

O veto integral ao Projeto de Lei da Dosimetria, que pretendia reduzir as penas do ex-presidente Jair messias Bolsonaro (PL) e outros condenados pela “trama do golpe” de 8 de janeiro de 2023, provocou reações de parlamentares da oposição ao Governo Lula (PT).

O veto foi assinado por Lula, nesta quinta (8), quando a tentativa de golpe a destruição de equipamentos e objetos dos Três Poderes, em Brasília, completou três anos.

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe Ele cumpre pena na Superintendência da PF, em Brasília. Além dele, outros cinco estão na mesma situação.

Após a solenidade, no Palácio do Planalto, deputados e senadores da oposição se manifestaram sobre o veto assinado por Lula.

Presidente do Solidariedade e relator do PL da Dosimetria, o deputado federal Paulinho da Força (SP) emitiu nota de repúdio ao anúncio. Segundo ele, Lula "desconsidera a construção coletiva do Congresso e reabre tensões que já haviam sido superadas".

Além disso, envia um sinal perigoso "de que o Brasil não busca a paz institucional, mas o confronto permanente".

"Estou trabalhando para derrubar esse veto e contribuir para a pacificação institucional do Brasil, com firmeza, responsabilidade e compromisso com a democracia", prosseguiu o deputado.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, afirmou que Lula "sabe que o veto será derrubado na primeira sessão do Congresso".

Sóstenes mencionou também que o veto é a prova do "ódio que ele [Lula] e a esquerda tem dos patriotas, da direita e dos conservadores".

O deputado federal Onyx Lorenzoni (PL-RJ), ex-ministro durante o governo de Bolsonaro, criticou o governo e classificou a decisão como "calculada" e "cruel". Segundo ele, trata-se de um ato de "vingança".

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, também se posicionou nas redes após o veto. Ele também chamou o veto de "vingança".

"O que se assiste não é Justiça, é vingança, não é democracia, é exceção permanente", afirmou.

O senado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, reforçou o argumento de "perseguição política" e disse que na primeira sessão do Congresso Nacional, vai trabalhar junto à oposição para derrubar o veto.

"Chega de inversão de valores. O Brasil precisa de justiça, segurança e respeito ao cidadão de bem", frisou.

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