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Opinião
Círculo Militar do Recife acata também civis

Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista

Publicado em: 05/12/2019 03:00 Atualizado em: 05/12/2019 11:24

Para quem não conhece o Círculo Militar do Recife – CMR –, nos termos do Código Civil Brasileiro, é uma  pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, fundada em 6 de maio de 1952, e, segundo seu Estatuto, com duração ilimitada, tendo por objetivo promover atividades sociais, esportivas, recreativas, cívicas e culturais entre militares do âmbito hierárquico de oficiais do Exército, familiares e convidados, bem como estreitar o relacionamento com oficiais e familiares das Forças Armadas, Forças Auxiliares e civis de reputação ilibada da comunidade local, regendo-se por seu Estatuto, pelo Regimento Interno e pela legislação aplicável: leis, decretos, portarias e normas baixadas pelo Exército Brasileiro.

O Círculo Militar, como entidade sócio-esportiva, existe em quase todas as capitais do país e até mesmo em algumas grandes cidades brasileiras como Campinas, em São Paulo, e Juiz de Fora, em Minas Gerais. Em Recife, há mais de 67 anos, ostenta sua belíssima sede social na Avenida Agamenon Magalhães, 2807, no bairro da Boa Vista.

Durante muitos anos, desde os idos de 60, manteve como subsidiária uma Sede Campestre, situada no município de São Lourenço da Mata, onde oferecia aos associados e familiares, em amplo terreno rural, beneficiado com árvores frutíferas, piscina azulejada, churrascaria, lago, barcos, banhos de bica, estandes de tiro, amplos salões de estar, recantos de expressiva beleza  e dependências para pernoites, reservadas, exclusivamente, para sócios e seus dependentes. Como um de seus sócios proprietários, desde o ano de 1965, a exemplo dos demais associados, em condições de igualdade, no ato da subscrição, todos fizeram jus a um lote do terreno, nas dimensões de 12 X 25 metros, para futuras construções. Houve sorteios nos loteamentos para seleção das respectivas localidades.  Não consta que algum sócio tenha chegado a construir, pois, anos depois, a sede campestre foi desativada e até evitada a visita de associados, em face do funcionamento exclusivo de estandes de tiro, sendo perigosa, assim, a presença de seus antigos frequentadores.

Como contrapartida dessa desagradável situação, os dirigentes do Círculo Militar do Recife deliberaram em conceder o título de sócio remido a todos os associados que comprovassem suas vinculações com a antiga Sede Campestre. Esse mesmo propósito ainda persiste com a atual diretoria do CMR, que empreende esforços no sentido de reativar o funcionamento de uma sede campestre, mesmo que seja em uma nova localidade, não sendo improvável a venda da antiga propriedade rural para tal finalidade.

Esse, também, é o desejo dos antigos sócios proprietários, como eu, que, confiantes na seriedade da atual diretoria do Círculo Militar do Recife, aguardam ansiosos que seja anunciada a boa nova.

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