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GUERRA

ONU faz reunião emergencial após ataque contra civis em Gaza

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou, por meio do seu porta-voz, o ataque israelense

Publicado em: 29/02/2024 17:15 | Atualizado em: 29/02/2024 17:19

Mais de 100 civis morreram e quase 800 ficaram feridos no ataque (Foto: FDI)
Mais de 100 civis morreram e quase 800 ficaram feridos no ataque (Foto: FDI)
O Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje de emergência para discutir o incidente durante uma distribuição de alimentos na Faixa de Gaza, em que morreram mais de 100 civis e deixou quase 800 feridos. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou, por meio do seu porta-voz, o ataque israelense. 
 
Por usa vez, o Conselho de Segurança Nacional dos EUA classificou o ocorrido como um grave incidente. “Palestinos inocentes apenas tentavam alimentar as suas famílias. Isto sublinha a importância de aumentar e manter o fluxo de ajuda humanitária, inclusive através de um possível cessar-fogo temporário. Continuamos a trabalhar dia e noite para alcançar esse fim”, acrescentou o órgão norte-americano. A Casa Banca também emitiu um comunicado, no qual diz que o presidente dos EUA, Joe Biden, conversou nesta quinta-feira sobre o incidente no norte de Gaza com o presidente do Egito, Abdul Fatah al-Sisi, e com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Além disso, os três líderes ainda discutiram as formas de garantir a libertação dos reféns do Hamas e um cessar-fogo de seis semanas.

Já o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, pediu pela suspensão da entrada de ajuda humanitária em Gaza, alegando que põem em perigo os soldados israelitas. "O dia de hoje demonstrou que a transferência de ajuda humanitária para Gaza não só é insana, enquanto os nossos raptados são mantidos na Faixa de Gaza em condições precárias, como também põem em perigo os soldados das forças israelitas. Esta é outra razão clara pela qual devemos parar de transferir esta ajuda, que na realidade é uma ajuda que prejudica os soldados e dá oxigênio ao Hamas”, escreveu Ben Gvir na rede social X.
 
Israel nega ataque
 
Por outro lado, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Daniel Hagari, e negou que o exército tenha atacado um comboio humanitário no norte do território. 
Hagari acrescentou que os militares estavam garantindo a segurança dos caminhões, e afirmou que Israel não limita a ajuda destinada aos palestinos. 
 
“Os caminhões que entraram no norte de Gaza encontraram uma multidão palestina que tentou saquear a ajuda e as mortes se devem à aglomeração de pessoas e ao atropelamento não intencional de caminhões que circulavam. Não houve qualquer ataque das Forças de Defesa de Israel sobre esta ajuda. As FDI estavam conduzindo uma operação humanitária. Uma multidão emboscou o comboio, obrigando-o a parar, enquanto os tanques israelitas tentaram dispersar a multidão com tiros de aviso", explicou.
 
No entanto, antes, fontes israelitas tinham admitido à agência de notícias France-Presse ter disparado munições reais contra a multidão.
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