Netanyahu acusa partidos árabes de fraude em eleição que segue sem definição
Com quase 90% da apuração, bloco do primeiro ministro tem 53 assentos dos 61 necessários para formar maioria no parlamento
Publicado: 28/10/2026 às 19:30
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu discursa durante o debate geral da Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, em 26 de setembro de 2025. (Foto de CHARLY TRIBALLEAU / AFP) ( AFP)
Ainda sem um resultado definitivo das eleições que definem o próximo líder de Israel, o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, acusou partidos árabes de fraudarem o pleito no país "por meio de crimes penais graves de suborno, ameaças, violência falsificações e uso de softwares proibidos para mobilização de eleitores".
Em uma publicação no X, Netanyahu disse que o seu partido está enviando à polícia, à Shin Bet, agência de segurança israelense, e às autoridades eleitorais provas dos crimes supostamente cometidos pelos árabes. As evidências mencionadas por Netanyahu não foram publicadas na rede social.
"Isso é um ataque grave à democracia israelense e ao direito de voto dos cidadãos de Israel. As autoridades devem agir com mão de ferro e de forma imediata", concluiu o líder israelense na publicação.
De acordo com o canal local N12, com quase 90% dos resultados apurados, o bloco de Netanyahu possuía 53 assentos, enquanto a oposição - liderada pelo antigo chefe militar Gadi Eisenkot -, tinha 48 e os partidos árabes, 19. É preciso conquistar 61 assentos para garantir a maioria no parlamento.
Eisenkot teria deixado a porta aberta para uma coalizão com partidos árabes sob certas condições, o que poderia forçar a saída de Netanyahu do cargo. Outra opção muito debatida é um governo de unidade nacional com ambos Netanyahu e Eisenkot.
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