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EUA concluem retirada das tropas americanas do Iraque; Bagdá celebra 'soberania'

As últimas tropas dos EUA deixaram uma base aérea em Erbil no norte do Iraque, em conformidade com um acordo entre Bagdá e Washington

Estadão Conteúdo

Publicado: 30/09/2026 às 09:09

O presidente dos EUA, Donald Trump, deixa o cargo após discursar para oficiais militares de alta patente reunidos na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, em Quantico, Virgínia, em 30 de setembro de 2025. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse na terça-feira que as Forças Armadas dos EUA precisam consertar "décadas de decadência", ao discursar em um raro encontro de centenas de oficiais de alta patente convocados de todo o mundo para ouvi-lo falar perto de Washington. (Foto de Jim WATSON / POOL / AFP)/ AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, deixa o cargo após discursar para oficiais militares de alta patente reunidos na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, em Quantico, Virgínia, em 30 de setembro de 2025. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse na terça-feira que as Forças Armadas dos EUA precisam consertar "décadas de decadência", ao discursar em um raro encontro de centenas de oficiais de alta patente convocados de todo o mundo para ouvi-lo falar perto de Washington. (Foto de Jim WATSON / POOL / AFP) ( AFP)

As Forças Armadas dos EUA anunciaram nesta quarta-feira (30) que concluíram a retirada de todas as tropas americanas do Iraque, encerrando uma missão de 12 anos de combate ao Estado Islâmico (EI). As últimas tropas dos EUA deixaram uma base aérea em Erbil no norte do Iraque, em conformidade com um acordo entre Bagdá e Washington.

A retirada, acertada há dois anos, ocorre em meio à guerra em curso entre os Estados Unidos e o Irã - conflito que, por vezes, se estendeu ao Iraque, com milícias apoiadas pelo Irã disparando contra tropas americanas e os EUA atacando os redutos desses grupos.

O primeiro-ministro iraquiano, Ali Al-Zaidi, descreveu a retirada dos EUA como o início de uma "nova fase, definida pela soberania do Iraque, pela força de suas instituições, pela prontidão de suas forças, pela unidade de suas decisões e por parcerias equilibradas com seus amigos".

A retirada também foi comemorada por grupos apoiados pelo Irã, mas gerou preocupações entre outros iraquianos, especialmente na região curda. Paralelamente, pairam dúvidas sobre o futuro das milícias iraquianas, que o governo de Bagdá tem tentado - com pouco sucesso até o momento - desarmar.

As tropas dos EUA invadiram o Iraque em 2003 para derrubar Saddam Hussein. Elas deixaram o país em 2011, mas, três anos depois, autoridades iraquianas convidaram uma missão menor, liderada pelos EUA, para combater o grupo Estado Islâmico, que havia avançado pelo Iraque, tomando vastas áreas do território.

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