EUA e Irã trocam ataques contra navios no Golfo
Esta foi à segunda ofensiva do Irã contra navios dos EUA em apenas três dias
Publicado: 08/09/2026 às 20:36
No fim de semana, Teerã disparou mísseis balísticos contra um porta-aviões. (Foto: Izz Aldien Alqasem / ANADOLU / Anadolu via AFP)
Teerã voltou a lançar ataques contra navios norte-americanos e em resposta os Estados Unidos atacaram múltiplos petroleiros ligados à Guarda Revolucionária Iraniana no Golfo Pérsico, próximo a ilha de Kharg e em rotas de navegação do Estreito de Ormuz.
Mas, segundo revelaram fontes ao jornal Wall Street Journal, o ataque iraniano não acertou os alvos e nenhum navio norte-americano foi atingido. As fontes também relaram que as tentativas de ataque por parte do Irã demonstram que o regime esta usando armas mais sofisticadas e deve estar recebendo provavelmente ajuda da China e da Rússia.
Esta foi à segunda ofensiva do Irã contra navios dos EUA em apenas três dias. No fim de semana, Teerã disparou mísseis balísticos contra um porta-aviões e um contratorpedeiro de mísseis guiados.
Já a agência iraniana Tasnim reportou que um petroleiro iraniano foi atingido por um projétil norte-americano perto da Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, a 25 quilômetros da costa do Irã. Não foram registradas vítimas. A Guarda Revolucionária do Irã adiantou que os navios nos portos do Kuwait e do Bahrein que acolhem cidadãos norte-americanos serão alvo de ataques.
Captura de drone aquático
Além disso, as forças iranianas capturaram hoje um drone submarino dos EUA na entrada do Estreito de Ormuz. De acordo com a Marinha da Guarda Revolucionária foi realizada uma operação complexa que envolveu inteligência e ação tática para apreender o veículo subaquático, que afirmam ser um dos submarinos mais modernos e não tripulados do exército americano, entregue à frota dos EUA em 2025. O equipamento seria capaz de mapear o fundo do mar, detectar minas e inspecionar cabos submarinos e oleodutos. O governo de Teerã classificou a captura do drone como um ‘prêmio de guerra’. “O submersível era usado para missões de reconhecimento e vigilância da via marítima”, indicou a Marinha da Guarda Revolucionária.
Washington confirmou a perda do aparelho subaquático, mas minimizou a importância do acontecimento, alegando que o dispositivo era antigo e já apresentava falhas mecânicas antes de ser pego. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) contestou a narrativa de uma captura tática divulgada pelo Irã. Entretanto, o incidente escalou a crise militar no Oriente Médio, que já causou o bloqueio parcial do estreito e o aumento global nos preços do petróleo.
A captura do equipamento ocorreu no mesmo dia em que a Casa Branca anunciou novas sanções contra o Irã, que abrange todo o setor de aviação iraniano, e ainda ameaçou penalizar qualquer organização que trabalhe com companhias aéreas iranianas.
Duas empresas, uma dos Emirados Árabes Unidos e outra da Turquia, são visadas por agirem como "intermediárias" de companhias iranianas.