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Chuva alivia situação, mas Europa ainda enfrenta incêndios de grandes proporções

Fogo assola diversos países no continente, Queimada é a pior da história da Bélgica

AFP

Publicado: 17/08/2026 às 12:47

Bombeiros alemães se preparam nesta para atuar em Kalterherberg, próximo à fronteira com a Bélgica/ NA FASSBENDER / AFP

Bombeiros alemães se preparam nesta para atuar em Kalterherberg, próximo à fronteira com a Bélgica ( NA FASSBENDER / AFP)

A chuva começou a cair nesta segunda-feira (17) na Bélgica, que enfrenta o pior incêndio florestal de sua história recente, e a Grécia anunciou que um foco mortal foi controlado nas imediações de Atenas.

Estes são os principais acontecimentos das últimas horas:

Chuva ajuda bombeiros na Bélgica

A chuva começou a cair nesta segunda-feira na Bélgica (17), ajudando no combate ao maior incêndio florestal da história recente do país, que devastou quase 3 mil hectares em um parque natural próximo à fronteira com a Alemanha.

Quase 500 bombeiros e militares lutam contra o incêndio em Hautes Fagnes, que provocou uma enorme nuvem de fumaça que se estende por toda a região, afetando Alemanha e França.

O Ministério da Defesa alemão anunciou que enviará dois helicópteros militares de combate a incêndios. A cidade alemã de Monschau, próxima da fronteira, ordenou a saída de quase 30 pessoas.

Bombeiros ainda combatem fogo em Portugal

Os serviços de emergência portugueses combatiam dois incêndios florestais no norte do país nesta segunda-feira.

O maior incêndio mobilizou cerca de 400 bombeiros em Torre de Moncorvo (nordeste), onde pelo menos 900 hectares foram consumidos pelas chamas desde sábado.

Outro incêndio, que começou no domingo em Ponte de Lima (noroeste), estava sendo combatido por 170 efetivos.

Incêndios sob controle perto de Atenas

Dois incêndios na ilha grega de Salamina, perto de Atenas, que deixaram dois mortos, foram controlados em grande parte, informou o Corpo de Bombeiros.

"A situação melhorou, já não há nenhum foco ativo", declarou um porta-voz do Corpo de Bombeiros, acrescentando que dois helicópteros e mais de 200 agentes permanecem na região por precaução.

Os incêndios começaram no domingo perto de praias lotadas ao sul e ao leste da ilha. As chamas se propagaram em apenas sete minutos devido aos fortes ventos, o que deixou um casal de idosos preso perto de sua casa. Quase 600 pessoas foram retiradas da região pelo mar, indicou uma porta-voz da Guarda Costeira.

França anuncia ajuda, mas primeiro-ministro é vaiado

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou nesta segunda-feira que as licenças para a reconstrução "equivalente" de casas danificadas pelos incêndios florestais em Gironde, no sudoeste do país, região severamente afetada pelo grande incêndio de julho, seriam concedidas em um mês.

No entanto, Lecornu foi vaiado ao chegar à região, em protesto contra a gestão do governo diante da pior crise desse tipo que a França enfrenta em décadas.

Cerca de 200 pessoas vestidas de preto se reuniram em frente à prefeitura de Le Porge, onde 183 casas foram destruídas quando um grande incêndio florestal devastou a região entre o final de julho e o início de agosto.

Militar morre na Espanha

A região de Aragão, no nordeste da Espanha, mobilizou no domingo um dispositivo de combate a incêndios sem precedentes para enfrentar o fogo que começou na segunda-feira da semana passada e se aproximou de dois mosteiros históricos de San Juan de la Peña.

Atiçadas pelo vento, as chamas se espalharam por 16.600 hectares e provocaram a fuga de mais de mil pessoas.

Um militar da Unidade Militar de Emergências (UME) que participava das operações de combate ao incêndio morreu, informou o presidente regional, Jorge Azcón. Segundo a imprensa local, o veículo em que ele se deslocava teria capotado.

Horas antes, o governo regional havia informado que conseguiu "consolidar boa parte do perímetro" do incêndio durante a noite e que foi possível "avançar na contenção do fogo".

No entanto, na província de Huelva, no sul da Andaluzia, o presidente regional, Juanma Moreno, informou a "estabilização do incêndio".

Nesta segunda-feira, o secretário de situações de emergência da Andaluzia, Antonio Sanz, indicou que, segundo o programa de satélite europeu Copernicus, o incêndio havia consumido 33 mil hectares, menos do que os 38 mil inicialmente divulgados pela emissora pública de televisão regional.

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