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Incêndios florestais mantêm região de Atenas sob ameaça

Apesar da intervenção de mais de dez aviões-tanque, chamas na região de Atenas, na Grécia, já dura quatro dias

AFP

Publicado: 03/08/2026 às 15:38

 Bombeiro tenta conter as chamas na região de Megara, na Grécia/Aris Oikonomou/AFP

Bombeiro tenta conter as chamas na região de Megara, na Grécia (Aris Oikonomou/AFP)

Os incêndios que devastaram a região de Atenas há quatro dias continuaram representando uma ameaça nesta segunda-feira (3), apesar da diminuição das rajadas de vento e da intervenção de mais de dez aviões-tanque.

Embora os bombeiros tenham apontado uma ligeira melhoria da situação na manhã desta segunda-feira, o prefeito da cidade de Megara — 30 km a Oeste da capital e um dos principais focos de incêndios — informou sobre uma "reativação do fogo que ocorreu à tarde".

“Apesar de o vento ter enfraquecido na região, em Kandyli ainda há rajadas e correntes geradas pelo ar quente que sobe, e observar-se uma reativação do fogo”, declarou o prefeito de Megara, Panagiotis Margetis, à AFP.

Os principais focos situam-se nas localidades de Kandyli e Agia Skepi, 50 km ao Noroeste de Atenas. Mas “o fogo muda constantemente de direção” e está se aproximando da zona industrial de Megara, o que é “muito perigoso”, acrescentou o prefeito à emissora estatal Ertnews.

A assessoria de imprensa do corpo de bombeiros confirmou na tarde desta segunda-feira à AFP que “o incêndio se intensificou”. No entanto, “isso é normal, já que ainda há focos ativos”, ponderou a mesma fonte.

O fogo fez várias vítimas na Grécia: três bombeiros morreram na semana passada e um piloto e o copiloto de um presidente morreram neste domingo (2) ao colidir com outro aparelho enquanto tentavam apagar o fogo nos arredores de Psatha.

 

"Uma das piores crises"
Afetada todo o verão por incêndios devido às frequentes ondas de calor e à seca, a Grécia esteve, até então, relativamente a salvo dos grandes incêndios que atingiram, no início da temporada de verão, na França e na Espanha.

Mas em uma semana, mais de 12 mil hectares de florestas e terras agrícolas queimaram neste país que, assim como todo o litoral mediterrâneo, foi duramente afetado pela crise climática, segundos dados publicados pela imprensa, que citam uma análise do observatório europeu Copernicus.

Combate às chamas

Diante do recrudescimento das chamas perto de Megara, que tem mais de 20 mil habitantes e é uma das cidades industriais do oeste de Atenas, os bombeiros continuam "em alerta".

Graças à diminuição dos ventos, que chegaram a superar os 100 km/h nos últimos dias, treze aviões-tanque puderam decolar cedo nesta segunda-feira para apoiar os 12 helicópteros e os 450 efetivos mobilizados em terra.

“Eu diria que se trata, sem dúvida, de uma das piores crises relacionadas aos incêndios que ocorreram nos últimos 8 ou 10 anos”, declarou à AFP Théodore Giannaros, pesquisador do Observatório Nacional da Grécia.

E o aumento das temperaturas previstas para quarta-feira (5), de até 37 ºC, poderá complicar a situação. “Os combustíveis vão secar ainda mais rapidamente” e “isso os tornarão mais inflamáveis”, anunciou Giannaros.

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