Por que a Venezuela sofre tanto com terremotos?
País está localizado sobre o encontro de placas tectônicas e, por isso, registra frequentes abalos sísmicos de grande intensidade
Publicado: 29/06/2026 às 16:54
Círculo de Fogo no Pacífico (Reprodução/Vanguardia/ND Mais)
Em menos de uma semana, a Venezuela foi atingida por três grandes terremotos. Os tremores deixaram mais de 1.700 mortos, mais de 3 mil feridos e, segundo a ONU, cerca de 50 mil desaparecidos.
Os abalos provocaram destruição em larga escala. Mais de 770 edifícios ficaram danificados, sendo que 189 deles ruíram completamente.
Mas por que a Venezuela sofre tanto com os terremotos?
A Venezuela está situada em uma das regiões geologicamente mais ativas da América do Sul. A porção Norte do país fica sobre o limite entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul.
É o mesmo princípio geológico responsável pelos terremotos registrados ao longo do Círculo de Fogo do Pacífico, uma extensa faixa em forma de ferradura que contorna o Oceano Pacífico e concentra a maior parte da atividade sísmica do planeta. A região responde por cerca de 90% dos terremotos do mundo e abriga aproximadamente 75% dos vulcões ativos.
Os terremotos são provocados pelo movimento das placas tectônicas, grandes blocos rígidos que formam a crosta terrestre e se deslocam continuamente sobre o manto. Quando essas placas colidem, se afastam ou deslizam entre si, a energia acumulada é liberada em forma de tremores, que podem variar de intensidade e causar grande destruição.
O Círculo de Fogo se estende desde o extremo Sul da América do Sul, passando pela costa Oeste das Américas, Alasca, Japão e Sudeste Asiático, até chegar à Nova Zelândia.
Na última semana, além da Venezuela, também foram registrados terremotos no Japão, na Indonésia e no Afeganistão.
Existem terremotos no Brasil?
O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), realiza acompanhamentos diários de eventos no Brasil. Nesta segunda-feira (29) foi registrado um evento no Rio Grande do Norte, uma magnitude preliminar de 2,5.
No dia 24 de junho, foi registrado um evento na Bahia, que apresentou magnitude preliminar de 1,5. Nenhum dos dois registros foram sentidos pela população.