Rússia e Ucrânia realizam nova troca de prisioneiros
A troca foi mediada pelos Estados Unidos e pelos Emirados Árabes Unidos
Publicado: 24/04/2026 às 17:48
Prisioneiros ucranianos reencontrando suas famílias (AFP/Arquivo)
Segundo a agência de noticias estatal russa TASS, Moscou e Kiev realizaram uma nova troca de prisioneiros de guerra, com cada parte libertando 93 detidos. A troca foi mediada pelos Estados Unidos e pelos Emirados Árabes Unidos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que alguns dos prisioneiros libertados, entre os quais soldados, guardas de fronteira e policiais, apresentavam ferimentos, enquanto outros enfrentaram acusações criminais na Rússia.
Os serviços de informações ucranianos também abriram hoje uma investigação à possível execução de cerca de 306 prisioneiros de guerra ucranianos por militares russos desde o início da invasão do país. O chefe do departamento de investigação do Serviço de Segurança da Ucrânia, Andriy Shvets, destacou que a maioria destes casos brutais de execuções extrajudiciais de militares ucranianos ocorreu em Donetsk e na região russa de Kursk. Shvets adiantou que foram aplicados os métodos de execução mais brutais, como decapitação, execuções em massa e esquartejamento. “Estas execuções são realizadas sistematicamente e em grande escala e as próprias autoridades do país apóiam tais ações", sublinhou.
Apoio ao governo de Kiev
Zelensky declarou que os EUA não interromperam as entregas de armas apesar da guerra com o Irã e que os ataques ucranianos continuam a atingir instalações petrolíferas e fábricas russas.
Além disso, a Ucrânia deverá receber a primeira parte do empréstimo de 90 bilhões de euros concedido pela União Europeia ainda este trimestre, anunciou Zelensky juntamente com a líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
"O empréstimo vai garantir que a Ucrânia possa satisfazer as suas necessidades orçamentais e de defesa urgentes", diz o comunicado em conjunto.
António Costa ainda disse que pediu hoje que seja aberto formalmente as negociações para a adesão da Ucrânia à União Europeia, após uma reunião trilateral em Chipre com Zelensky e Von der Leyen.
“Demos dois passos muito importantes para reforçar a Ucrânia: aprovamos o empréstimo de 90 bilhões de euros para apoiar a Ucrânia neste ano e no próximo e a UE também aprovou o 20º pacote de sanções contra a Rússia que visa reduzir a capacidade do país de sustentar o esforço de guerra. Agora, é preciso olhar para frente e preparar o próximo passo e o próximo passo é abrir formalmente os primeiros capítulos para a adesão da Ucrânia à UE”, afirmou.