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Rússia lança o maior ataque do ano contra a Ucrânia e causa 16 mortos

Os ataques provocaram múltiplas explosões que gerou incêndios incontroláveis, muitos em zonas residenciais que ficaram seriamente destruídas.

Isabel Alvarez

Publicado: 16/04/2026 às 14:43

Rússia lança o maior ataque do ano contra a Ucrânia
/Roman PILIPEY / AFP

Rússia lança o maior ataque do ano contra a Ucrânia (Roman PILIPEY / AFP)

Segundo o governo ucraniano, o ataque russo em ampla escala contra o país, com o lançamento de 659 drones e mais de 44 mísseis, causou 16 mortes, inclusive de crianças, e cerca de pelo menos cem feridos nas últimas 24 horas.

Foi o maior ataque do ano e a maioria dos mísseis atingiu Kiev, mas os graves danos se estendem a outras cidades, como Odessa, Mykolaiv e Kherson, algumas delas totalmente às escuras por causa do impacto dos bombardeios. Os ataques provocaram múltiplas explosões que gerou incêndios incontroláveis, muitos em zonas residenciais que ficaram seriamente destruídas.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sibiga, condenou veementemente a ofensiva russa, que classificou como terroristas afirmando que foram dirigidos principalmente contra civis. Vários edifícios residenciais também foram alvo dos ataques e um prédio chegou a desabar em Podilsky. Autoridades ainda relatam apagão nas cidades ucranianas de Mykolaiv e Kherson após a ofensiva.

O chanceler ucraniano descreveu a onda de bombardeios como crime de guerra, exortando a comunidade internacional a agir imediatamente. “Tais ataques não podem ser normalizados. São crimes de guerra que devem ser interrompidos e os perpetradores responsabilizados. Todas as medidas são necessárias para aumentar a pressão sobre a Rússia”, afirmou o chefe da diplomacia ucraniana, acrescentando que é imoral, contraproducente e perigoso adiar as sanções Moscou ou os pacotes de ajuda para a Ucrânia", destacou.

Sibiga também apelou para que mais países se juntem ao Tribunal Especial constituído pela Ucrânia, que conta com o apoio da União Europeia, para julgar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e outros líderes russos não por abusos cometidos durante a guerra, mas pela própria decisão de iniciar e manter o conflito.

“Outra noite provou que a Rússia não merece qualquer alienação da política global ou a suspensão das sanções. A Rússia aposta na guerra, e a resposta têm de ser exatamente essa: temos de defender vidas com todos os meios disponíveis, e temos também de exercer pressão em prol da paz com a mesma força total”, escreveu o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky nas redes sociais.

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o lançamento do ataque maciço contra a Ucrânia, citou a agência de notícias russa Interfax. “As forças russas atingiram alvos do setor energético e da indústria de defesa usados para a produção de mísseis de cruzeiro e drones. Os objetivos do ataque foram alcançados, todos os alvos designados foram atingidos”, diz o comunicado.

O Ministério alegou que a ofensiva foi a resposta ao ataque com drones ucranianos contra o porto russo de Tuapse, no Mar Negro, que, de acordo com a mídia russa, matou duas pessoas, incluindo uma garota de 14 anos, e provocou um grande incêndio.

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