SAF no Sport: presidente vê potencial e reforça necessidade de bases sólidas
Matheus Souto Maior destaca faturamento de R$ 630 milhões em três anos como ativo do clube e diz que não há negociação com a QSI
Publicado: 06/05/2026 às 08:00
Ilha do Retiro, estádio do Sport (Rafael Vieira/DP Foto)
O Sport segue debatendo internamente seu futuro institucional enquanto lida com especulações sobre a possibilidade de se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Nos últimos dias, informações oriundas da mídia baiana apontaram um suposto interesse da Qatar Sports Investments, grupo que comanda o Paris Saint-Germain, no clube pernambucano.
Em entrevista ao programa Leo Medrado & Traíras, Matheus Souto Maior, presidente rubro-negro, tratou o tema com cautela e destacou que não há qualquer negociação.
“Procuramos saber da QSI, mas de concreto não há nada. A preocupação que temos desde o começo do ano é construir bases muito sólidas, que mostrem profissionalismo, transparência e governança. Se tivermos isso bem estruturado, aumentam as chances de uma SAF olhar para o Sport e entender que é um clube minimamente organizado e capaz de gerar resultado como negócio. Porque ninguém vai investir se não enxergar retorno no futuro”, afirmou.
Mesmo diante das especulações, o discurso da atual gestão é de priorizar a reorganização interna antes de qualquer movimento mais profundo rumo a uma SAF. Segundo o dirigente, o clube trabalha para fortalecer seus pilares institucionais.
“Hoje, eu creio de forma muito firme que estamos montando uma base sólida para o futuro”, completou.
Quem será o próximo a assinar com uma SAF em Pernambuco?
Ao ser perguntado qual seria o primeiro clube do Trio de Ferro a assinar com uma SAF, Souto Maior reforçou que o Sport, na visão da diretoria, possui viabilidade mesmo sem a transformação imediata.
O presidente também utilizou dados recentes para sustentar a tese de que o clube possui potencial econômico relevante para chamar a atenção do mercado, desde que aliado a uma gestão mais organizada.
“Eu acredito que o Sport é, de verdade, um clube muito viável mesmo sem uma SAF. Existe um caminho para ser viável sem SAF. Claro que uma SAF bem estruturada pode mudar o clube de patamar, mas não sou a favor de fazer isso de qualquer jeito, até porque o Sport é um clube muito grande”, pontuou.
“O balanço financeiro está aí. Passaram pelo Sport, entre março de 2023 e dezembro de 2025, R$ 630 milhões. Você vai dizer que uma empresa que fatura isso em três anos não é viável? Ela é viável. Agora precisa ser melhor estruturada, com bases mais sólidas, governança e profissionalismo”, completou.
Para ele, a organização interna é, inclusive, um fator determinante para atrair possíveis investidores no futuro.
“Tenho convicção de que um clube mais estruturado, com profissionalismo, transparência e governança, se torna muito mais atrativo para uma SAF e torna o processo de investimento mais eficiente”, acrescentou.
Auditoria e balanço financeiro
Paralelamente ao debate sobre SAF, o Sport segue avançando na análise das contas herdadas da gestão anterior. O balanço de 2025 apontou um déficit de R$ 112,4 milhões, valor significativamente superior ao prejuízo registrado em 2024.
De acordo com o presidente, o clube já iniciou um processo de auditoria para aprofundar a avaliação dos números.
“Esse processo de auditoria é mais complexo do que a gente imagina. Existe uma empresa contratada, o trabalho já foi iniciado e acreditamos que, em cerca de 45 dias, ele deve ser finalizado”, explicou.
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