Copa do Mundo 2026: As coincidências da Seleção Brasileira com os títulos de 1994 e 2002
Os paralelos entre as campanhas de 1994 e 2002 mostram que o caos e o jejum de 24 anos podem ser os melhores combustíveis para a busca pela taça na América do Norte
O clima no Brasil começa a esquentar para a Copa do Mundo, faltando menos de um mês para a estreia da Seleção Brasileira contra Marrocos em 13 de junho.
O brasileiro, que é naturalmente otimista, precisa de poucos motivos para acreditar no hexacampeonato — mesmo que a Amarelinha não viva um grande momento em sua história recente.
Chegando para o torneio em meio à descrença, Carlo Ancelotti comanda a Seleção Brasileira no Mundial do Canadá, Estados Unidos e México com algumas coincidências curiosas em relação às duas últimas vezes em que o Brasil foi campeão — em 1994 e 2002.
Tetra
- Jejum de 24 anos: A Seleção Brasileira vive o maior jejum da história sem títulos de Copa do Mundo. O período iguala o exato tempo sem taças entre 1970 e 1994, quando o Brasil conquistou o tetra.
- Retorno aos EUA: Pela primeira vez desde 94, o torneio volta a ter partidas disputadas nos Estados Unidos.
- O homem-gol e a paternidade: assim como Bebeto eternizou a Copa de 94 com a comemoração do "embala neném", Endrick inicia sua trajetória em Copas encarando o mesmo duplo desafio: a iminente paternidade e a missão de ser o homem-gol do Brasil.
Penta
- Ciclo com quatro treinadores: Entre a final de 1998 e 2002, a Seleção foi comandada por quatro técnicos: Vanderlei Luxemburgo, Candinho, Emerson Leão e Felipão. O cenário se repetiu de 2022 a 2026, com o comando passando por Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e, agora, Carlo Ancelotti.
- Copa em mais de uma sede: A Copa de 2002 quebrou tradições ao ser a primeira da história disputada em mais de um país, dividida entre a Coreia do Sul e o Japão. O Mundial de 2026 também é compartilhado, desta vez por três sedes: Estados Unidos, Canadá e México.
- Graves lesões de Ronaldo e Neymar: Após sofrer duas lesões graves no joelho direito, Ronaldo Fenômeno disputou apenas 16 partidas pela Inter de Milão na temporada antes do Mundial. O roteiro se repete com Neymar, que passou por uma cirurgia no joelho em 2023 e entrou em campo apenas 15 vezes em 2026.