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Convocação da Seleção Brasileira: defesa é ponto forte de Ancelotti, mas tem preocupações para a Copa

Amarelinha chega ao Mundial com lacunas nas laterais e disputa aberta pela última vaga na zaga

Por Igor Fonseca

Convocação da Seleção Brasileira: defesa de Ancelotti é ponto forte da equipe, mas tem preocupações para a Copa.

Apesar do grande desfalque de Éder Militão, a defesa segue sendo o ponto mais forte da Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti. Dos 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026, ao menos nove serão destinados ao setor: cinco zagueiros e quatro laterais.

Mesmo sendo zagueiro de origem, Militão era um dos nomes certos na lista do treinador italiano para atuar improvisado na lateral-direita, mas virou desfalque após sofrer uma lesão na parte posterior da coxa.

Ele jogaria ao lado de dois dos melhores defensores do mundo na atualidade, Gabriel Magalhães e Marquinhos, que disputam, inclusive, a final da Champions League por Arsenal e PSG, respectivamente.

Não é segredo que a defesa é um dos focos de Ancelotti. Em entrevista coletiva concedida antes do último amistoso disputado pelo Brasil contra a Croácia, o italiano afirmou que, para vencer uma Copa do Mundo, é preciso priorizar a defesa.

"Acho que os últimos dois mundiais que o Brasil ganhou, ganhou por uma fantástica conexão entre o talento e o aspecto defensivo. A história fala muito claro. O Brasil, para ganhar o Mundial, tem que ter talento, e temos, mas também defender bem. Não há outra via. Só com jogo ofensivo não estou convencido. Copa do Mundo ganha quem leva menos gols, não quem faz mais", disse Ancelotti.

A melhora na 'Era Ancelotti' é traduzida em números também, em relação ao período de Dorival sob o comando da Seleção Brasileira. A Amarelinha sofre, em média, quase metade dos gols que sofria em comparação ao treinador anterior.

Com Dorival, o Brasil concedeu 13 gols em 14 jogos aos adversários, uma média de 0,92 gol por partida. Já com Carleto, são 5 gols em 10 jogos, resultando em 0,5 gol por 90 minutos.

Mesmo com menos jogos que o técnico brasileiro, Ancelotti também já tem uma maior quantidade de partidas sem sofrer gols: são 6, enquanto a equipe de Dorival teve 5.

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Com Gabriel Magalhães e o capitão Marquinhos, a Seleção tem uma base sólida, mas ainda falta resolver um problema: as laterais.

Os quatro selecionados por Ancelotti devem ser: Wesley e Ibañez para a lateral-direita, e Douglas Santos e Alex Sandro para o lado esquerdo.

Na direita, o problema ficou escancarado na derrota do Brasil contra a França, quando Wesley encarou Mbappé e Ekitiké do lado de ataque francês. Apesar de ser bom no apoio ofensivo, o atleta da Roma (Itália) é vulnerável na marcação e pode ser um ponto de fragilidade na equipe de Ancelotti.

Sem Militão, as outras opções são os também zagueiros Ibañez e Danilo. Ainda assim, o lado preocupa o Brasil para a sequência do Mundial, especialmente para as partidas mais difíceis.

Na esquerda, a escolha é o pragmatismo. O ex-jogador do Náutico Douglas Santos pouco encantou no amistoso contra a França e acaba sendo uma opção segura para Ancelotti por não comprometer tanto, mas também não contribui de forma significativa no ataque.

Desfalque na última convocação devido a uma lesão, Alex Sandro será provavelmente o titular na lateral-esquerda, se conseguir estar saudável para a sequência de partidas na América do Norte. Aos 34 anos, ele iria para sua segunda Copa seguida.

As opções para a zaga no banco de reservas ainda podem surpreender. Bremer, que vive bom momento e marcou gol contra os franceses, é um dos outros nomes dados como certos na lista dos 26. A última vaga de zagueiro, por outro lado, ainda é uma incógnita.

Entre os nomes mais cotados estão Léo Pereira, que esteve na última lista de Ancelotti, mas também não impressionou, e Thiago Silva, que, apesar de nunca ter sido convocado pelo italiano, apareceu entre os 55 pré-listados e foi elogiado pelo comandante.

“Thiago Silva está nos planos, sim. Ele vem jogando muito bem, conquistou o Campeonato Português e está em ótima forma física. Líderes são importantes. Felizmente, este elenco tem líderes muito respeitados. Líderes que não falam muito, mas dão um bom exemplo, como Alisson, Casemiro, Marquinhos e Raphinha. Nesse sentido, o elenco está em boas mãos", disse o treinador, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Aos 41 anos, o zagueiro, que atualmente está no Porto, de Portugal, iria para sua 5ª Copa do Mundo.